Americanas: Fitch Ratings afirma nota de crédito em moeda estrangeira da companhia em ‘BB’

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A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou a nota de crédito em moeda estrangeira da Americanas em ‘BB’ e manteve a perspectiva negativa.

Ao mesmo tempo, a agência afirmou o rating ‘BB’ das notas seniores globais sem garantias de ativos reais da Americanas, emitidas por suas subsidiárias integrais JSM Global S.a.r.l. e B2W Digital Lux S.a.r.l., e o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA(bra)’ de suas debêntures sem garantias de ativos reais. A Perspectiva do IDR em Moeda Local e do Rating Nacional de Longo Prazo é Estável.

“Os ratings da Americanas refletem sua ampla escala de negócios e sua forte posição competitiva no varejo não alimentar brasileiro, com extenso histórico de adequada geração de fluxo de caixa operacional ao longo de diferentes ciclos econômicos”, disse a agência em comunicado.

“A classificação também reflete a expectativa de que a empresa continuará reportando liquidez robusta e indicadores conservadores de alavancagem líquida ao mesmo tempo em que implementa um significativo plano de investimentos para proteger sua participação de mercado e ampliar seu recém-adquirido negócio de varejo alimentar”

De acordo com a agência, os fundamentos do Rating incluem sólido perfil de negócios, já que a Americanas (BOV:AMER3) opera a maior rede de lojas físicas de departamentos do Brasil, com uma diversificada carteira de produtos e baixo tíquete médio, o que lhe permite ter um desempenho resiliente em diversos ciclos econômicos. A empresa também possui uma das maiores plataformas de e-commerce da América Latina, o que contribui para diversificar seus canais de vendas.

A Fitch também considera que o IDR em Moeda Estrangeira da Americanas é limitado pelo Teto-país ‘BB’ do Brasil, uma vez que as operações da empresa são concentradas em território nacional, e a companhia não possui ativos ou caixa no exterior. A Perspectiva Negativa do IDR em Moeda Estrangeira reflete a do soberano.

Outro fundamento que a Fitch observa é a contração da Margem, uma vez que o ambiente econômico fraco do Brasil, combinado à forte competição e a uma maior participação dos negócios online, deve pressionar as margens operacionais da Americanas em 2022 e 2023.

FCF Sob Pressão é mais um dos fundamentos citados pela Fitch, já que necessidades de capital de giro e fortes investimentos em expansão devem continuar pressionando o fluxo de caixa livre (FCF) da Americanas.

A Fitch acredita, ainda que haverá relevante redução da dívida bruta da Americanas em 2022. De acordo com a metodologia da Fitch, a dívida líquida ajustada/EBITDA da Americanas deve atingir 2,9 vezes em 2022 e permanecer abaixo de 3,0 vezes de 2023 em diante.

Informações Agência CMA

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