Novonor chega a um acordo com seu ex-acionista e presidente Marcelo Odebrecht para colocar fim a disputas judiciais

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A Novonor – novo nome da holding Odebrecht – chegou a um acordo com seu ex-acionista e presidente Marcelo Odebrecht para colocar fim a disputas judiciais entre as partes. A audiência de conciliação foi realizada na última quinta-feira, 7. Dessa forma, Marcelo deixa de ser sócio do grupo, confirmou a Novonor ao Estadão.

A nova fase da Odebrecht, com mudanças de marcas de seus dois principais negócios, como a própria holding e a OEC (ex-Odebrecht Engenharia e Construção), também foi marcada por disputas públicas entre os membros da família Odebrecht. Ex-CEO da empresa, Marcelo, que ficou preso por quase dois anos, no âmbito da Operação Lava Jato, foi demitido por justa causa pelo próprio pai, Emílio, em 2019.

Ainda controlada pela família Odebrecht, a Novonor tem hoje gestão profissionalizada. À frente da holding está o executivo Hector Nuñez, conhecido pela atuação no varejo, em empresas como a Ri-Happy. Já a OEC, principal negócio do grupo e área em que a Novonor deve se especializar, é comandada por Maurício Cruz Lopes, que começou sua carreira na Odebrecht há 25 anos.

Em entrevista ao Estadão, na semana passada, os executivos disseram que precisam recuperar a confiança do mercado no grupo, sabendo que o caminho agora é ladeira acima. “Já tivemos 130 mil funcionários. Na pandemia, eram 8 mil (na OEC). Hoje estamos com 10,5 mil, no próximo ano estaremos próximos de 12 mil e chegaremos a 15 mil em dois anos”, disse Lopes.

A companhia ainda está em recuperação judicial, com dívidas superiores a R$ 100 bilhões. Uma das medidas para reduzir esse passivo é a venda de ativos, sendo o maior deles a petroquímica Braskem. A saída do negócio, após algumas tentativas de vendas a concorrentes, deve ocorrer via Bolsa, até o fim deste ano.

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