Ser Educacional quer tornar busca por vagas de empregos menos chata e usa mix do TikTok e LinkedIn

LinkedIn

Em vez de um currículo em texto, um vídeo no formato TikTok. Assim a rede Ser Educacional quer tornar a busca de candidatos por vagas menos chata e mais completa. Quando um jovem vende seu peixe como um influencer da web, também ajuda a empresa a encontrar o “match perfeito” para o perfil desejado, avalia o grupo. A peixe 30, rede social lançada em maio e adquirida pela gigante da educação, reúne elementos do TikTok com os da rede profissional LinkedIn para a procura de empregos. A plataforma já conta 1.500 usuários e começa mirar planos ao exterior.

O projeto foi adquirido dentro do investimento de R$ 150 milhões em tecnologia da Ser Educacional (BOV:SEER3) – o valor individual da aquisição não foi divulgado. A rede foi idealizada pela startup Beduka, comprada pelo grupo.

O layout remete ao TikTok, em que usuários podem compartilhar e consumir vídeos. No perfil, é possível adicionar informações pessoais, de formação e cursos. O usuário pode incluir ainda um resumo de carreira, quais suas competências e quais idiomas fala, por exemplo, além de gravar um vídeo de apresentação.

A rede também oferece um teste de mapeamento de perfil comportamental, que promete destacar as habilidades naturais de cada indivíduo e suas competências. O resultado, assim como a rede, é gratuito e cada usuário tem o direito de fazer dois testes por mês.

O diretor-executivo do Peixe 30, Willian Valadão, explica a importância da avaliação. “O primeiro passo para toda pessoa que quer se desenvolver profissionalmente é entender um pouco mais sobre si. Trazendo isso para o profissional, estamos resolvendo também a vida da empresa”, afirma.

O executivo revelou que o produto já recebe propostas para funcionamento em outros lugares do mundo. “O campo profissional não precisa ser chato, pode ser uma plataforma legal, dinâmica, visual e que entregue isso tudo e ajude profissionais e empresas”, complementou.

Para o CEO da Ser Educacional, Jânyo Diniz, currículos em formatos de texto estão ultrapassados, sobretudo porque exigem que o recrutador tenha que parar para ler, enquanto no modelo dinâmico, permite aos candidatos cadastrarem experiências e competências. “Quando você compara o perfil profissional com o perfil da empresa, você sabe se deu match. Ou então, você vai saber o que ele precisa aprender para ocupar a vaga”, diz Diniz.

Experiência

Beatriz Canto Queiroz, estudante do primeiro período de Design Gráfico, teve na plataforma o seu contato inicial com o mercado de trabalho. Cursando o primeiro semestre na Universidade da Amazônia (UNAMA), ela fez seu vídeo-divulgação através de uma disciplina da universidade voltada para o mercado de trabalho e foi selecionada para uma vaga de emprego. Foi o vídeo colocado na plataforma que chamou a atenção da empresa.

Embora tenha acabado declinando a proposta, já que está apenas no primeiro ano do curso, ela diz colher os benefícios de uma maior exposição na rede. “Essa oportunidade abriu portas para eu me tornar mais conhecida no aplicativo e ir atrás de vagas de estágio que almejo”, afirmou a estudante, de 20 anos.

⇒ A Ser Educacional pretende divulgar os resultados do 2T22 no dia 12 de agosto.

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