Rede D'or (RDOR3): lucro líquido de R$ 358 milhões no 2T22, queda de 25%

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A Rede D’Or São Luiz registrou lucro líquido de R$ 358 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 25% em relação ao mesmo período de 2021.

A empresa explica que o resultado foi impactado pela piora no resultado financeiro.

receita líquida atingiu R$ 5.799,2 milhões, representando um crescimento de 11,1% sobre a receita do mesmo período do ano anterior, e de 7,9% em relação ao valor registrado no 1T22.

ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – somou R$ 1,44 bilhão entre abril e junho, alta de 15,5%, com margem de 24,8%, avanço de 0,9 ponto percentual. No critério ajustado, houve alta de 0,9%, para R$ 1,58 bilhão, com margem de 27,2%, recuo de 2,8 pontos.

“Além das aquisições, que contribuíram com o aumento na receita líquida, ocorreu um aumento no volume de pacientes, uma maior quantidade leitos nas unidades já existentes, além de um aumento significativo nas cirurgias eletivas em comparação ao mesmo período do ano anterior”, comentou a Rede D’Or.

As despesas G&A atingiram R$ 227,9 milhões, queda de 9,8% ante o 2T21. A melhora no resultado pode ser atribuída a maiores ganhos de eficiência na linha de pessoal e menores despesas não recorrentes com stock options e planos de opção. As despesas G&A como percentual da receita bruta diminuíram para 3,5%, ganho de 0,8 p.p. vs. 2T21.

As despesas comerciais totalizaram R$ 3,9 milhões, apresentando queda de 33,7% quando comparadas ao mesmo trimestre do ano anterior.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 628,6 milhões no trimestre, apresentando alta de 91,7% quando comparado ao 2T21. A piora no resultado financeiro segue relacionada, principalmente, a maiores despesas financeiras em função da elevação das taxas de juros, em especial o CDI, que encerrou o 2T22 em 2,91% (vs. 0,78% no 2T21 e 2,42% no 1T22), e ao aumento do endividamento médio.

O lucro bruto atingiu R$ 1.371,6 milhões, registrando avanço de 5,5%, vs. o 2T21, e 25,0% sobre o trimestre imediatamente anterior.

A margem bruta atingiu 23,7% no 2T22, recuando em 1,3 p.p. frente ao mesmo trimestre do ano anterior, enquanto no acumulado do ano, a margem bruta foi de 22,1% (-3,0 p.p. vs. o 6M21). Apesar do aumento de custos dos serviços prestados em comparação com o 1T22, os esforços de controle de custos e as iniciativas de melhorias de eficiência, possibilitaram um ganho de 3,2 p.p. da margem bruta no segundo trimestre.

O ticket médio, calculado a partir da receita bruta total e do número de pacientes-dia, apresentou estabilidade no 2T22 (R$ 9.224), comparado ao número registrado no trimestre imediatamente anterior (R$ 9.270).

Comparado ao 2T21 (R$ 9.345), o indicador apresentou queda de 1,3%, impactado sobretudo pela variação no perfil médio de tratamentos, em decorrência do menor número de pacientes graves em leitos UTI Covid-19.

O número de leitos da companhia alcançou 6.818 ao fim do trimestre, alta de 7,4%.Os valores não repassados por operadoras de saúde, as chamadas glosas médicas, somaram R$ 335,8 milhões, alta de 6,9% em relação ao segundo trimestre de 2021.

A taxa de ocupação dos leitos hospitalares da Rede D’Or atingiu 82,6% no 2T22, 0,4 p.p. abaixo da ocupação registrada no 2T21 mas 1,0 p.p. superior ao 2T19. Em comparação ao trimestre anterior, a taxa de ocupação apresentou incremento de 4,5 p.p., seguindo a tendência sazonal histórica.

A tendência de crescimento da taxa de ocupação de leitos desde abril de 2020, quando foram registrados os menores níveis mensais recentes, ilustra a gradual recuperação no volume de pacientes, que voltaram a buscar as unidades de saúde conforme o estabelecimento de protocolos de segurança hospitalar para mitigar os riscos de contágio e evolução do conhecimento sobre a Covid-19.

O volume de pacientes-dia (internações) cresceu 12,5%, e o total de cirurgias realizadas nos hospitais da Companhia aumentou 52,3%, em comparação ao ano anterior.

O segmento de Oncologia da Companhia segue expandindo de forma acelerada, alcançando 60,3 mil tratamentos de infusões oncológicas no trimestre, aumento de 14,5% vs. o 2T21.

Os investimentos atingiram R$ 558,8 milhões no trimestre, totalizando R$ 1.233,9 milhões no acumulado do ano, registrando alta de 43,8% frente ao 6M21, principalmente devido aos desembolsos relacionados aos projetos de expansão – incluindo o desenvolvimento das obras de projetos greenfield: Hospital Maternidade São Luiz Star, Hospital São Luiz Campinas, Hospital Macaé D’Or, e “Novo Barra”; além dos projetos brownfield: São Luiz Osasco, Clínica São Vicente e Hospital Vila Nova Star.

A dívida líquida da Companhia encerrou o trimestre em R$ 14.822,8 milhões, apresentando alta de 4,4% frente o 1T22.

O índice de alavancagem da Companhia medido pela relação Dívida Líquida/ebitda atingiu 2,9x ao final do trimestre, em linha com o 1T22. Na comparação anual, a relação apresentou alta frente 1,7x no 2T21.

Os resultados da Rede D’or (BOV:RDOR3) referente suas operações do segundo trimestre de 2022 foram divulgados no dia 16/08/2022. Confira o Press Release completo!

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney

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