Ouro fecha em baixa, impulsionado pelo avanço dos Treasuries e recuperação do dólar após dado de emprego forte nos EUA

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O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta quarta, 5, em sessão na qual os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir e o dólar, moeda na qual o ouro é cotado, se fortaleceu. A publicação do relatório ADP sobre o mercado de trabalho privado nos Estados Unidos mostrando um forte avanço no número de contratações deu perspectivas para que o Federal Reserve (Fed) continue com um aperto monetário forte, especialmente levando em conta a publicação do payroll de setembro, na próxima sexta-feira.

O ouro para dezembro fechou em baixa de 0,56%, em US$ 1.720,8 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Para Edward Moya, analista da Oanda, os preços do ouro caíram depois que o mercado de títulos públicos mostrou que não será tão rápido o colapso dos rendimentos globais. “Um forte relatório de folhas de pagamento privadas lembrou aos investidores que ainda há força no mercado de trabalho que pode permitir que o Fed permaneça agressivo além das próximas duas reuniões”, avalia. “O ouro parece prestes a se consolidar entre US$ 1.680 e US$ 1.740 até obtermos o relatório o payroll e as últimas leituras de inflação”, afirma Moya.

Até o momento, o Commerzbank lembra que os metais preciosos vinham de ganhar consideráveis durante a semana. A prata chegou a subir quase 9% na segunda-feira e chegou a US$ 21,2 por onça troy ontem, seu nível mais alto desde o final de junho. “Não houve uma razão específica para o salto no preço da prata, que foi seu maior aumento diário em quase 14 anos. Possivelmente, posições curtas foram cobertas. Além disso, a prata já havia sido significativamente desvalorizada em relação ao ouro”, afirma o banco alemão.

Informações Estado

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