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Anglo American inicia negociações com BHP após rejeitar oferta de US$ 49 bilhões

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A Anglo American Plc (LSE:AAL) decidiu abrir negociações com o BHP Group (NYSE:BHP) após rejeitar uma terceira oferta avaliada em cerca de 49 bilhões de dólares. Este movimento marca um momento decisivo que pode levar ao maior acordo do setor de mineração em mais de uma década.

A Anglo American e a BHP Group também são negociadas na B3 através das BDRs (BOV:AAGO34) e (BOV:BHPG34), respectivamente.

Recentemente, as duas gigantes da mineração retomaram discussões quando a BHP fez uma nova proposta, condicionada à segregação prévia das participações majoritárias da Anglo em suas subsidiárias de platina e minério de ferro na África do Sul.

A Anglo criticou as ofertas anteriores por subavaliarem significativamente a empresa, e sua última declaração destacou preocupações sobre a complexidade e os riscos associados à estrutura proposta do negócio.

Por outro lado, a BHP apresentou um tom mais otimista, descrevendo sua oferta como definitiva, mas mostrou-se disposta a negociar termos mais favoráveis se isso levasse a uma recomendação formal do conselho da Anglo ou a uma oferta superior de outra parte.

A situação ganhou uma nova camada de complexidade com a aproximação de um prazo regulatório, o que obrigou a Anglo a pedir uma extensão até 29 de maio para considerar a proposta. As ações da Anglo reagiram de forma volátil a essas notícias, refletindo a incerteza do mercado quanto ao desfecho dessa negociação.

Essa série de eventos não só ressalta o retorno das mega fusões e aquisições no setor de mineração, mas também ativa especulações sobre a entrada de outros competidores com ofertas concorrentes. Além disso, um eventual acordo entre Anglo e BHP enfrentaria rigorosas avaliações antitruste, especialmente na África do Sul, onde a mineração é um setor-chave da economia e a Anglo tem profundas raízes históricas.

O cenário é ainda mais complicado pelo contexto de alta nos preços do cobre, que tem atraído especulações sobre uma possível escassez futura, elevando os preços a níveis recordes. Esta situação coloca os ativos de cobre da Anglo em uma posição cobiçada, embora a estrutura empresarial complicada da empresa e sua diversidade de commodities tenham até agora dissuadido potenciais interessados.

Em meio a essa turbulência, o CEO da Anglo, Duncan Wanblad, propôs um plano de reestruturação radical, abandonando segmentos como platina, diamantes e carvão, e desacelerando projetos controversos, buscando assim uma alternativa viável à proposta da BHP.

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