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O modelo de construção de 10 mil quilômetros de novas ferrovias no país foi anunciado hoje e prevê uma parceria público-privada. O Governo concede à iniciativa privada, por meio de licitação, a construção da ferrovia, e depois compra a capacidade de operação. Em um segundo momento, o governo irá oferecer essa capacidade para usuários privados e operadores independentes.
Segundo o futuro presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, se não houver demanda suficiente para ocupar toda a capacidade da ferrovia, o governo vai assumir o prejuízo, porque o concessionário que construir a linha vai receber integralmente pelo serviço. A EPL foi criada hoje para administrar todos projetos de logística do país, e vai substituir a recém-criada Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), que iria administrar apenas a construção do trem de alta velocidade.

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