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Os mercados domésticos retornam do feriado prolongado de carnaval sob o impacto de notícias acumuladas ao longo dos últimos quatro dias nos Estados Unidos e Europa. A divulgação de indicadores externos e de balanços corporativos ruins pesa sobre os negócios nesta quarta-feira. Tanto que há pouco, o dólar subia 0,17%, a R$ 2,396 na venda.
Além de dados desfavoráveis sobre o crescimento econômico na Alemanha e no Reino Unido, a redução maior que o esperado de pedidos de hipotecas nos EUA e contração nas vendas de imóveis usados deixa evidente os sintomas da recessão em níveis globais.
O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, até tentou aliviar as tensões na sessão de ontem, ao afirmar que a recessão que castiga a economia norte-americana desde 2007 terá um fim ainda neste ano e que 2010 será um ano de recuperação. "Se as ações adotadas pelo governo, Congresso e o Fed forem bem-sucedidas em restaurar a estabilidade financeira, há uma perspectiva razoável de que a atual recessão venha a terminar em 2009 e de que 2010 seja um ano de recuperação", afirmou Bernanke. No entanto, os investidores seguem cautelosos.
Para Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK corretora, o viés negativo e o sentimento de aversão ao risco devem continuar presentes nos mercados financeiros globais ainda por algum tempo. "No entanto, no médio prazo, a medida em que as políticas governamentais que vem sendo implementadas se mostrarem eficientes para estabilizar o sistema financeiro mundial, deve promover o início da recuperação da economia e continuar amenizando as perdas", destaca a executiva.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
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