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Uma pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sinaliza que a geração de energia elétrica através da queima do bagaço da cana, a biomassa, poderá alcançar 10 mil megawatts (MW), o equivalente a uma usina de Itaipu.
Numa estimativa mais otimista, a geração poderá ser de 15 mil MW. Com base na mudança da política energética, focada na biomassa, e na possibilidade da indústria de açúcar e álcool produzir energia elétrica através da biomassa, os economistas do Gesel traçaram um panorama da bioeletricidade sucroalcooleira.
O resultado dos estudos estão no A Indústria do Álcool e Açúcar e a Bioeletricidade no Brasil - Possibilidades e Limites, que será hoje, no encerramento do 3º Seminário Internacional do Setor Elétrico.
A biomassa passou a fazer parte oficialmente da matriz de energia elétrica brasileira, com a realização do leilão de energia de reserva, em agosto. Na ocasião, foram negociados 2,3 mil MW de potência instalada para 2009 e 2010.
Segundo Nivalde de Castro, coordenador do Gesel, havia, antes a falta de estímulo para que o usineiro produzisse energia elétrica a partir da biomassa, sendo a principal dificuldade o elevado custo de conexão.
Antes, cabia ao usineiro a construção de linhas de transmissão até a rede básica, onde a energia seria vendida, conforme explicou o economista. ´Isso assustava muito o usineiro, porque era um investimento numa área que ele não conhecia. E com uma rentabilidade mais baixa. Mas, o leilão de energia de reserva conseguiu resolver esse problema estrutural. O livro aponta que, agora, a biomassa vai entrar na matriz de energia elétrica numa velocidade muito maior´, previu.
(Redação - InvestNews)
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