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Revista ADVFN Novembro de 2011

Nem sempre onde há fumaça é sinal de que algo vem sendo consumido pelas chamas, é o caso da Souza Cruz (CRUZ3). A empresa tem apresentado números consistentes nos últimos tempos e vários analistas de mercado têm ressaltado o desempenho positivo da companhia como um todo e também das ações dela – e esse é um grande chamariz, já que, levando em consideração uma visão macroeconômica, muitas empresas vêm obtendo resultados negativos.

Por falar em momentos conturbados, é justamente neles que os investidores estão mais propensos a deixar de tomar suas decisões racionais e sensatas para seguir a manada ou vender de forma descontrolada suas ações. Mas como saber qual é o nível emocional que se tem na hora de montar posições na empresa? Vera Rita de Mello Ferreira, autora do livro A cabeça do investidor, pode tirar essa dúvida por meio de um teste e ainda dar dicas para não deixar que a emoção interfira nas decisões.

As companhias consistentes, aquelas que certamente podem dar o melhor retorno a todo e qualquer investidor, são as que apresentam crescimento histórico e múltiplos atraentes. Será que a Localiza (RENT3) é uma dessas empresas? No pique dos preparativos para a Copa do Mundo e a Olimpíada, essa é uma companhia que tem pisado forte no acelerador para manter suas atividades em ordem a fim de atender toda a demanda que virá.

E, mesmo tendo muita procura, a Brasil Foods (BRFS3) foi penalizada pela decisão do Cade e teve de vender algumas de suas marcas. Apesar disso, a companhia ficou entre os cinco com maiores rendimentos da BM&FBovespa em 2011, sem contar outras empresas, como TIM (TIMP3) e Cielo (CIEL3) – essa última, somente nos primeiros nove meses deste ano, remunerou quatro vezes os seus acionistas com dividendos.

Ainda em se tratando de demanda, muitos especialistas julgavam 2011 como o “ano do consumo”, porém a bolsa tem caído consistentemente. Por que existe essa contradição? Especialistas apontam que o consumo ainda continua forte no Brasil e que só tende a melhorar. Com o termômetro interno aquecido, empresas ligadas ao mercado doméstico podem ser beneficiadas.

A Arezzo (ARZZ3) se encaixa nesse perfil, mas será que as vendas de sapatos, o carro-chefe da companhia, podem fazer o pé-de-meia dos investidores? Nessas horas, é importante olhar os múltiplos, como o P/L da companhia, e quem ensina isso é Paulo Portinho, gerente-geral do Instituto Nacional de Investidores.

Tópicos em destaque na edição de Novembro

 


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