Produção Industrial Brasileira em Janeiro de 2019

Em janeiro de 2019, a produção industrial brasileira mostrou recuo de 0,8% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, eliminando, assim, a variação positiva de 0,2% observada em dezembro de 2018. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou redução de 2,6% em janeiro de 2019, após também registrar quedas em novembro (-1,0%) e dezembro de 2018 (-3,6%). A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 0,5% em janeiro de 2019, permaneceu com a perda de ritmo iniciada em julho de 2018 (3,4%).

Produção Industrial % Mensal % Anual % No Ano % 12 meses
Indústria Geral -0,8 -2,6 -2,6 0,5
     Bens de Capital -3,0 -7,7 -7,7 5,5
     Bens Intermediários -0,1 -1,3 -1,3 -0,1
     Bens de Consumo -0,3 -3,4 -3,4 0,8
          Duráveis 0,5 -5,5 -5,5 5,8
          Semi Duráveis e Não Duráveis -0,4 -2,9 -2,9 -0,5

No recuo da atividade industrial na passagem de dezembro de 2018 para janeiro de 2019, somente seis dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas. Mato Grosso (-5,4%) assinalou a queda mensal mais acentuada nesse mês. Por outro lado, Amazonas, com crescimento de 5,2%, apontou a taxa positiva mais elevada em janeiro de 2019. Na comparação com igual mês do ano anterior, dez dos quinze locais pesquisados registraram taxas negativas. Amazonas (-10,5%) e Mato Grosso (-9,2%) assinalaram os recuos mais intensos. Por sua vez, Paraná (8,1%) apontou o avanço anual mais elevado do mês.

Produção Industrial % Mensal % Anual % No Ano % 12 meses
Amazonas 5,2 -10,5 -10,5 1,2
Pará  1,7 -0,1 -0,1 8,2
Região Nordeste  1,0 -5,7 -5,7 -0,4
Ceará  -0,4 -1,4 -1,4 -0,1
Pernambuco  3,0 -5,0 -5,0 3,8
Bahia  -2,2 -5,5 -5,5 -0,1
Minas Gerais  0,7 1,2 1,2 -1,1
Espírito Santo  -2,6 -1,1 -1,1 -0,2
Rio de Janeiro  -1,3 -1,5 -1,5 1,2
São Paulo  -1,8 -5,3 -5,3 -0,1
Paraná  0,7 8,1 8,1 2,6
Santa Catarina  0,8 1,2 1,2 3,6
Rio Grande do Sul  2,6 5,7 5,7 5,4
Mato Grosso  -5,4 -9,2 -9,2 -0,9
Goiás  2,6 5,8 5,8 -4,2
Brasil  -0,8 -2,6 -2,6 0,5

 

Produção Industrial por Categorias Econômicas em Janeiro de 2019

No recuo de 0,8% da atividade industrial na passagem de dezembro de 2018 para janeiro de 2019, três das quatro grandes categorias econômicas mostraram redução na produção. Bens de capital, ao recuar 3,0%, mostrou a queda mais acentuada em janeiro de 2019 e o terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período redução de 10,2%. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,4%) e de bens intermediários (-0,1%) também assinalaram taxas negativas nesse mês, com o primeiro revertendo o avanço de 0,4% de dezembro último, quando interrompeu o comportamento negativo presente desde julho de 2018 e que registrou recuo de 3,9%; e o segundo interrompendo dois meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 1,3%. Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo duráveis (0,5%) apontou a única taxa positiva nesse mês, eliminando, dessa forma, parte da perda de 5,2% acumulada nos dois últimos meses de 2018.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou decréscimo de 0,2% no trimestre encerrado em janeiro de 2019 frente ao nível do mês anterior, após registrar variação positiva de 0,1% em dezembro de 2018, quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em agosto último. Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (-3,5%) assinalou o resultado negativo mais elevado em janeiro de 2019, intensificando, assim, as perdas observadas nos dois últimos meses de 2018: novembro (-1,9%) e dezembro (-2,4%). Os setores produtores de bens de consumo duráveis (-1,6%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,3%) também apontaram taxas negativas nesse mês, com ambos registrando o quinto mês seguido de queda e acumulando nesse período redução de 8,1% e 3,0%, respectivamente. Por outro lado, o segmento de bens intermediários (0,4%) assinalou a única expansão em janeiro de 2019 e mostrou o segundo avanço consecutivo nesse tipo de comparação, com ganho acumulado de 0,6% nesse período.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou redução de 2,6% em janeiro de 2019, com resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas. Vale citar que janeiro de 2019 (22 dias) teve o mesmo número de dias úteis que igual mês do ano anterior (22). Bens de capital (-7,7%) e bens de consumo duráveis (-5,5%) assinalaram, em janeiro de 2019, as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. O setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (-2,9%) também apontou queda mais elevada do que a média nacional (-2,6%), enquanto o segmento de bens intermediários (-1,3%) mostrou a taxa negativa menos intensa. O setor produtor de bens de capital, ao recuar 7,7% no índice mensal de janeiro de 2019, assinalou o segundo resultado negativo seguido e marcou a queda mais elevada desde outubro de 2016 (-8,2%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado, em grande medida, pela queda observada no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (-6,9%), pressionado, principalmente, pela menor fabricação de veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator para reboques e semirreboques, aviões e vagões de passageiros e para transporte de mercadorias. As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital para fins industriais (-9,5%), agrícolas (-6,9%), para construção (-3,9%), para energia elétrica (-0,9%) e de uso misto (-2,3%). O segmento de bens de consumo duráveis recuou 5,5% em janeiro de 2019 frente a igual período do ano anterior, marcando, dessa forma, a terceira taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas com queda menos acentuada do que a observada no mês anterior (-13,6%). Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela redução na fabricação de automóveis (-3,8%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (-13,6%). Vale citar também os recuos assinalados por móveis (-5,1%) e outros eletrodomésticos (-9,6%). Por outro lado, os principais impactos positivos foram verificados em eletrodomésticos da “linha branca” (1,1%) e motocicletas (3,6%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis mostrou redução de 2,9% em janeiro de 2019, terceira taxa negativa consecutiva e a mais intensa dessa sequência. O desempenho nesse mês foi explicado principalmente pela queda verificada no grupamento de não-duráveis (-9,2%), pressionado, em grande parte, pela menor fabricação de medicamentos. Vale citar também os resultados negativos assinalados pelos subsetores de carburantes (-8,1%) e de semiduráveis (-2,8%), influenciados, sobretudo, pelos recuos registrados nos itens gasolina automotiva e álcool etílico, no primeiro; e calçados de plástico moldado, calçados de material sintético feminino, cds, calças, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de malha de uso feminino, tapetes e outros revestimentos para pavimentos, dvds, vestuário e seus acessórios de malha para bebês, roupas de banho de tecidos de algodão, calças compridas e garrafas térmicas, no segundo. Por outro lado, o grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (1,0%) apontou a única taxa positiva nessa categoria, impulsionado, principalmente, pela expansão na produção de cervejas, chope, sorvetes e picolés, refrigerantes, carnes de bovinos congeladas e bombons e chocolates em barras. A produção de bens intermediários apontou redução de 1,3% no índice mensal de janeiro de 2019, mantendo, dessa forma, o comportamento negativo presente nos últimos quatro meses de 2018: setembro (-2,8%), outubro (-0,6%), novembro (-1,4%) e dezembro (-2,7%). O resultado desse mês foi explicado, principalmente, pelos recuos nos produtos associados às atividades de produtos alimentícios (-10,5%), de máquinas e equipamentos (-12,7%), de metalurgia (-2,7%), de celulose, papel e produtos de papel (-4,5%), de produtos de borracha e de material plástico (-1,8%), de produtos têxteis (-3,6%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,2%), enquanto as pressões positivas foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,0%), produtos de metal (5,5%), indústrias extrativas (1,0%), outros produtos químicos (0,4%) e produtos de minerais não-metálicos (0,2%). Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-0,3%), que marcou a terceira queda seguida, mas a menos intensa dessa sequência; e de embalagens (2,3%), que voltou a crescer após recuar 2,6% no mês anterior, quando interrompeu seis meses de taxas positivas consecutivas nesse tipo de comparação.

 

Produção Industrial por Região em Janeiro de 2019

No recuo de 0,8% da atividade industrial na passagem de dezembro de 2018 para janeiro de 2019, série com ajuste sazonal, somente seis dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas. Mato Grosso (-5,4%) assinalou a queda mais acentuada nesse mês e eliminou a expansão de 2,2% acumulada nos dois últimos meses de 2018. Espírito Santo (-2,6%), Bahia (-2,2%), São Paulo (-1,8%) e Rio de Janeiro (-1,3%) também apontaram resultados negativos mais intensos do que a média nacional (-0,8%), enquanto Ceará (-0,4%) completou o conjunto de locais com redução na produção nesse mês. Por outro lado, Amazonas, com crescimento de 5,2%, apontou a taxa positiva mais elevada em janeiro de 2019 e intensificou o avanço observado em dezembro de 2018 (0,4%). Pernambuco (3,0%), Rio Grande do Sul (2,6%), Goiás (2,6%), Pará (1,7%), Região Nordeste (1,0%), Santa Catarina (0,8%), Minas Gerais (0,7%) e Paraná (0,7%) também registraram índices positivos nesse mês.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou decréscimo de 0,2% no trimestre encerrado em janeiro de 2019 frente ao nível do mês anterior, após registrar variação positiva de 0,1% em dezembro de 2018, quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em agosto último. Em termos regionais, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, nove locais apontaram taxas negativas, com destaque para os recuos assinalados por Pernambuco (-1,9%), Espírito Santo (-1,7%), Região Nordeste (-1,6%), Bahia (-1,6%) e Mato Grosso (-1,1%). Por outro lado, Goiás, com crescimento de 2,2%, apontou o avanço mais elevado em janeiro de 2019.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 2,6% em janeiro de 2019, com dez dos quinze locais pesquisados apontando taxas negativas. Vale citar que janeiro de 2019 (22 dias) teve o mesmo número de dias úteis que igual mês do ano anterior (22). Nesse mês, Amazonas (-10,5%) e Mato Grosso (-9,2%) assinalaram os recuos mais intensos, pressionados, principalmente, pelas quedas observadas nos setores de bebidas (preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores), no primeiro local; e de produtos alimentícios (carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração de soja e óleo de soja em bruto) e produtos de madeira (madeira serrada, aplainada ou polida), no segundo. Região Nordeste (-5,7%), Bahia (-5,5%), São Paulo (-5,3%) e Pernambuco (-5,0%) também registraram resultados negativos mais acentuados do que a média nacional (-2,6%), enquanto Rio de Janeiro (-1,5%), Ceará (-1,4%), Espírito Santo (-1,1%) e Pará (-0,1%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção nesse mês. Por outro lado, Paraná (8,1%) apontou o avanço mais elevado em janeiro de 2019, impulsionado, em grande parte, pelo comportamento positivo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel e gasolina automotiva), de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis e caminhão-trator para reboques e semirreboques) e de máquinas e equipamentos (máquinas para colheita). Os demais resultados positivos foram registrados por Goiás (5,8%), Rio Grande do Sul (5,7%), Minas Gerais (1,2%) e Santa Catarina (1,2%).

Os sinais de diminuição no ritmo produtivo também ficaram evidentes no confronto do último trimestre de 2018 com o resultado do primeiro mês de 2019, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, em que onze dos quinze locais pesquisados mostraram perda de dinamismo, acompanhando o movimento observado no índice nacional, que passou de -1,1% para -2,6%. Em termos regionais, Pará (de 9,0% para -0,1%), Bahia (de 2,6% para -5,5%), Amazonas (de -3,1% para -10,5%), Mato Grosso (de -2,5% para -9,2%), Espírito Santo (de 4,3% para -1,1%) e Região Nordeste (de -1,7% para -5,7%) apontaram as reduções mais acentuadas, enquanto Goiás (de -7,9% para 5,8%) e Paraná (de 0,7% para 8,1%) assinalaram os principais ganhos entre os dois períodos.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 0,5% em janeiro de 2019, permaneceu com a perda de ritmo iniciada em julho de 2018 (3,4%). Em termos regionais, sete dos quinze locais pesquisados mostraram taxas positivas em janeiro de 2019, mas doze apontaram menor dinamismo frente aos índices de dezembro último, acompanhando o movimento observado na indústria nacional, que passou de 1,2% para 0,5%. Amazonas (de 4,7% para 1,2%), Pará (de 9,6% para 8,2%), Bahia (de 0,8% para -0,1%), São Paulo (de 0,8% para -0,1%), Mato Grosso (de -0,1% para -0,9%), Santa Catarina (de 4,2% para 3,6%), Região Nordeste (de 0,2% para -0,4%) e Rio de Janeiro (de 1,8% para 1,2%) assinalaram as principais reduções de ritmo entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, enquanto Paraná (de 1,9% para 2,6%), Espírito Santo (de -0,9% para -0,2%) e Goiás (de -4,4% para -4,2%) registraram os ganhos entre os dois períodos.

 

Produção Industrial por Setores Industriais em Janeiro de 2019

No recuo de 0,8% da atividade industrial na passagem de dezembro de 2018 para janeiro de 2019, 13 dos 26 ramos pesquisados mostraram redução na produção. Entre as atividades, a influência negativa mais importante foi registrada por produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que recuou 10,3%, revertendo, dessa forma, o crescimento de 7,8% acumulado nos meses de novembro e dezembro de 2018. Vale destacar também os resultados negativos assinalados por indústrias extrativas (-1,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), celulose, papel e produtos de papel (-2,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,8%), outros equipamentos de transporte (-5,1%), couro, artigos para viagem e calçados (-3,2%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,5%). Por outro lado, entre os treze ramos que ampliaram a produção nesse mês, os desempenhos de maior relevância para a média global vieram de produtos alimentícios (1,5%), de bebidas (6,1%) e de outros produtos químicos (3,6%). Com os resultados desse mês, o primeiro setor acumulou 9,2% em três meses consecutivos de avanço na produção, devolvendo, assim, parte da perda de 10,4% acumulada no período julho-outubro de 2018; o segundo intensificou o crescimento verificado no mês anterior (1,2%); e o terceiro eliminou parte da queda de 4,5% registrada nos dois últimos meses de 2018. Outros impactos positivos importantes foram observados nos setores de produtos do fumo (23,4%), de produtos de metal (3,2%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,7%) e de produtos têxteis (4,0%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou redução de 2,6% em janeiro de 2019, com resultados negativos em 18 dos 26 ramos, 50 dos 79 grupos e 58,5% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que janeiro de 2019 (22 dias) teve o mesmo número de dias úteis que igual mês do ano anterior (22).

Entre as atividades, produtos alimentícios (-4,0%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-22,5%) e máquinas e equipamentos (-10,3%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria, pressionadas, em grande medida, pela menor fabricação dos itens tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, açúcar cristal, VHP e refinado de cana-de-açúcar, sucos concentrados de laranja, óleo de soja em bruto, balas e pastilhas, rações e carnes e miudezas de aves frescas ou refrigeradas, na primeira; medicamentos, na segunda; e máquinas para o setor de celulose, rolamentos de esferas, agulhas, cilindros ou roletes para equipamentos industriais, máquinas para colheita e suas partes e peças, aparelhos de ar-condicionado de paredes e de janelas (inclusive os do tipo split system), tratores agrícolas, motoniveladores, máquinas para extração ou preparação de óleo, turbinas e rodas hidráulicas, máquinas para o setor de material plástico, máquinas portáteis para furar, serrar, cortar ou aparafusar, partes e peças de motores para máquinas industriais e refrigeradores, vitrinas, câmaras frigoríficas e semelhantes para uso industrial ou comercial, na última. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,7%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-10,2%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-14,2%), de metalurgia (-2,7%), de celulose, papel e produtos de papel (-3,9%), de produtos de madeira (-8,2%), de outros equipamentos de transporte (-8,7%) e de produtos de borracha e de material plástico (-2,6%). Em termos de produtos, os impactos negativos mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator para reboques e semirreboques, automóveis e autopeças; televisores, aparelhos de comutação para telefonia, cartões inteligentes (smart cards), gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado ou semelhantes), computadores pessoais de mesa (PC desktops), unidades centrais para supervisão e controle de automação industrial, antenas, máquinas automáticas digitais para processamento de dados e impressoras; serviço de manutenção e reparação para máquinas e equipamentos de usos industriais, para estruturas flutuantes, para prospecção e extração mineral e para máquinas, aparelhos e materiais elétricos; tubos de aços com costura utilizados em oleodutos ou gasodutos, bobinas a quente de aços ao carbono não revestidos, folhas-de- flandres, fio-máquina de aços ao carbono, óxido de alumínio, bobinas a frio de aços ao carbono não revestidos, barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre, zinco e ligas de zinco em formas brutas e bobinas ou chapas de outras ligas de aço; pastas químicas de madeira (celulose); madeira serrada, aplainada ou polida e painéis de fibras de madeira; aviões, vagões de passageiros e para transporte de mercadorias, embarcações para transporte (inclusive petroleiros e plataformas), rebocadores e outros barcos para empurrar embarcações e partes e peças para veículos ferroviários; e peças e acessórios de plástico e de borracha para indústria automobilística, reservatórios, caixas de água, cisternas, piscinas e artefatos semelhantes de plástico, artigos descartáveis de plástico, artigos de plástico para uso doméstico, tubos ou canos de plásticos para construção civil, pneus novos para automóveis, tubos, canos e mangueiras de borracha vulcanizada, tubos flexíveis de plástico, filmes de material plástico (inclusive BOPP) para embalagem e peças e acessórios de plástico para indústria eletroeletrônica. Por outro lado, ainda na comparação com janeiro de 2018, entre os oito setores que apontaram ampliação na produção, os principais impactos no total da indústria foram registrados por produtos de metal (6,8%), indústrias extrativas (1,0%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%), impulsionados, em grande medida, pela maior produção de construções pré-fabricadas de metal, artefatos diversos de cobre estampado, aparelhos de barbear, pontes e elementos de pontes de ferro e aço, artefatos de alumínio para uso doméstico, caldeiras geradores de vapor e artefatos diversos de ferro e aço trefilados, no primeiro; de minérios de ferro, no segundo; e de óleo diesel, naftas para petroquímica, biodiesel e óleos combustíveis, no último.

 

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