São Paulo, 10 de Setembro de 2015 – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de agosto de 2015 apresentou oscilação mensal de 0,22%. Essa taxa de variação é 0,40% menor que a valorização registrada no mês anterior (0,62%) e 0,03% menor que a aferida em agosto de 2014 (0,25%). A inflação do oitavo mês de 2015 também é a menor variação mensal registrada em meses de agosto desde 2010, quando o indicador subiu 0,04%.

Com o resultado apurado em agosto, o IPCA acumulado nos oito primeiros meses de 2015 foi de 7,06%, a maior alta para um período entre os primeiros oito meses do ano desde 2003, quando a taxa foi de 7,22%.

O grupo Despesas Pessoais foi o grande destaque da variação do IPCA em agosto de 2015. Os preços dos itens que compõem este grupo apresentaram variação de 0,75% ao longo do mês. Essa taxa de variação responde por 36,36% (impacto de 0,08 ponto percentual) da variação de total (0,22%) registrada pelo IPCA no período. Os itens do grupo Despesas Pessoais que apresentaram as maiores variações de preço em agosto foram: Serviços bancários (2,65%); Cabeleireiro (0,86%); e Empregado doméstico (0,53%).

A segunda colocação na relação dos principais impactos gerados sobre a variação do IPCA no oitavo mês do ano foi ocupada pelo grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que gerou um impacto de 0,07% sobre a variação do indicador, após uma alta de 0,62% durante o mês de agosto de 2015. A forte alta nos preços deste grupo foram provocadas por aumentos em: Plano de saúde (1,08%); Higiene Pessoal (1,02%); Produtos ópticos (0,93%); Serviços médicos e dentários (0,51%); e Serviços laboratoriais (0,51%).

Com a maior taxa de variação positiva do mês, o grupo Educação (0,82%) dividiu o terceiro lugar em termos de impacto provocado sobre o IPCA do mês de agosto com o grupo Habitação, que variou 0,29% ao longo do mês. Ambos os grupos geraram um impacto de 0,04% sobre o IPCA do mês de agosto de 2015. A forte variação de preços relacionados à Educação foi provocada, principalmente, pelo início do segundo semestre do ano letivo. Os cursos regulares registraram variação de preços de 0,78%, enquanto os cursos diversos (informática, idioma, entre outros) apresentaram alta de 1,62%.

No grupo Habitação (0,29%), a energia elétrica, com variação negativa de 0,42%, sobressaiu-se por fechar o mês em queda, o que não ocorria desde março de 2014, quando registrou baixa de 0,87%. A queda do indicador refletiu a redução de PIS/COFINS na maioria das regiões pesquisadas, apesar do aumento nas contas em Belém, cuja variação de 3,69% decorreu do reajuste de 7,47% em 07 de agosto, e de Vitória, onde a variação de 1,62% se deu em consequência do reajuste de 2,52%, também em 07 de agosto. Além da energia elétrica, o botijão de gás ficou mais barato em agosto, em -0,44%. Isto ocorreu em função de quedas expressivas verificadas nas regiões de Recife (-4,27%), Campo Grande (-2,69%), Rio de Janeiro (-1,12%) e Fortaleza (-0,99%). A respeito da taxa de água e esgoto, a alta de 1,07% foi influenciada pelas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, cujas contas aumentaram 9,29% em função do reajuste de 9,98% ocorrido em primeiro de agosto, e de Vitória, onde as contas aumentaram 7,37%, refletindo parte do reajuste de 10,69% em vigor a partir do dia 08 de agosto.

Quanto aos demais grupos, os resultados foram: Artigos de Residência, com variação de 0,37%, Vestuário, com variação de 0,20%, e Comunicação, com variação de 0,14%. Os menores resultados de grupo foram registrados por Transportes (-0,27%) e Alimentação e Bebidas (-0,01%).

No grupo Transportes (0,27%), de julho para agosto, destaque para as passagens aéreas, cuja queda de 24,90% gerou contribuição de -0,11% no resultado do mês. Na região metropolitana de Belém, a queda chegou a 40,20%, ficando com Goiânia (-15,12%) e Vitória (-15,79%) os resultados mais moderados. Observando os últimos doze meses, o item acumula queda de 14,64%. Também em queda, destacaram-se os preços de automóveis usados (-1,03%), pneus (-1,00%) e acessórios e peças (-0,96%). Em contraposição, a gasolina registrou alta de 0,67%.

No grupo Alimentação e Bebidas (-0,01%), parte expressiva dos produtos pesquisados passou a custar menos de julho para agosto, com destaque para a batata-inglesa (-14,75%), o tomate (-12,88%) e a cebola (-8,28%), que, juntos, tiveram contribuição de -0,10% sobre o índice do mês.

Dentre as treze regiões metropolitanas pesquisadas para elaboração do indicador, quatro registraram aceleração da variação mensal: Salvador, Belém, Fortaleza, e Vitória. As demais regiões apresentaram uma valorização menor em agosto do que em julho.

A maior variação mensal dentre as regiões pesquisadas a respeito dos índices regionais foi aferida em Curitiba (0,47%), em virtude da alta de 3,02% nos preços dos combustíveis. O litro da gasolina ficou 2,98% mais caro e o do etanol, 3,67%.

O menor índice foi registrado em Brasília (-0,16%), onde os as passagens aéreas, com queda de 23,40% e peso de 1,94%, geraram impacto de -0,45% no resultado do mês.

O IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário mensal de 01 (um) a 40 (quarenta) salários mínimos.

A coleta de preços é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios e concessionárias de serviços públicos, abrangendo as 13 (treze) principais regiões metropolitanas do país: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília, Goiânia e Campo Grande.

Para cálculo do IPCA em maio de 2015 foram comparados os preços coletados no período de 30 de julho a 27 de agosto de 2015 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de junho a 29 de julho de 2015 (base).

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