Confira o que movimentou a política nacional hoje.

Reforma da Previdência

O presidente Temer disse que continuará empenhado em aprovar a Reforma da Previdência, mesmo que apenas uma versão reduzida seja passada.  “Se num determinado momento a sociedade não quer a reforma da previdência, a mídia não quer e a combate e se o Congresso não quiser aprova-la, paciência. Eu continuarei a lutar por ela”, afirmou. Temer também criticou a denúncia sofrida e a culpou pelo atraso na votação da Reforma: “Se não fosse aquela coisa desagradável que aconteceu meses atrás já teríamos aprovado”.

Por outro lado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, cobrou que o Planalto recupere a base aliada, uma vez que os deputados saíram “machucados” e desgastados politicamente da votação das duas denúncias contra Temer. “Não adianta culpar A, B ou C. O governo precisa urgentemente reorganizar sua base. Cabe ao governo repactuar sua base para a gente poder voltar para a Previdência”, afirmou. Maia reconheceu que na prática há apenas quatro semanas para o fim do ano, mas que se o governo recuperar a base, será possível votar a Reforma da Previdência antes de dezembro.

CPI dos supersalários no Senado

Mais de um mês após a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos supersalários, o colegiado ainda não foi instalado porque nenhum partido indicou um nome para fazer parte da CPI. A comissão possui sete vagas para titulares e mais sete para suplentes. A investigação é sobre o pagamento de salários acima do teto constitucional para servidores e empregados da administração pública. O requerimento para a criação da CPI foi do senador Renan Calheiros.

Denúncia contra Temer

O presidente Michel Temer afirmou que foi denunciado criminalmente duas vezes pelo então Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, porque ele queria impedir a sua influência na escolha da nova chefe do Ministério Público. “Urdiram muitas tramas, na verdade, para derrubar o presidente da República, derrubar o regime posto. As duas denúncias que foram desautorizadas o seu prosseguimento pela Câmara, hoje está robustamente, relevantemente, fortemente demonstrado, era uma articulação que tinha um objetivo mesquinho, minúsculo, menor, de derrubar o governo para impedir o presidente de indiciar o sucessor daquele que ocupava a PGR”, disse.

No final do mandato de Janot, Temer escolher Raquel Janot, a segunda colocada na lista tríplice encaminhada. Com isso, o presidente rompeu com o histórico de indicação do primeiro colocado, que no caso era Nicolau Dino, o qual faz parte do grupo de Janot.

Funaro, Cunha e Temer

O ex-deputado Eduardo Cunha afirmou em depoimento ao juiz  Vallisney de Souza que o corretor Lúcio Funaro mentiu ao declarar ter se encontrado três vez com o presidente Temer. “Esses três que ele cita, ele nunca esteve. Na minha frente, ele nunca cumprimentou o Michel Temer”, disse.