O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirma que o contigenciamento no Orçamento de 2018 é inevitável por conta das despesas governamentais extrapolarem o teto de gastos após que as medidas de economia de gastos não foram aprovadas no Congresso Nacional.

Em evento no Rio, o ministro garantiu aos jornalistas que, “Nós teremos que fazer um corte das despesas para adequar ao teto dos gastos porque, principalmente, a questão do reajuste dos servidores e a desoneração da folha impactam o lado da despesa”.

Ao falar sobre de congelamento de gastos que será necessário para cumprir a meta fiscal do ano, o ministro ressalta que os cálculos ainda não foram concluídos, mas que poderia ser divulgado ainda nesta semana.

Algumas medidas foram enviadas pelo governo ao congresso, como a economia de R$ 7,4 bilhões em 2019, e R$ 4,4 bilhões com a postergação de reajuste do funcionalismo público. Na frente das receitas, as medidas que não foram votadas pelos parlamentares alcançam R$ 14 bilhões, como a mudança de tributação de fundos fechados, que poderia atingir R$ 6 bilhões.

De acordo com o ministro, o maior crescimento projetado para a economia brasileira este ano compensará as medidas que receberam o aval dos parlamentares. A peça orçamentária que passou no Congresso considerou avanço do PIB de 2,5%  para 2018, mas o governo atualizou essa projeção para 3% no fim de 2017.

*Com informações do Extra