Investing.com – Confira as cinco principais notícias desta sexta-feira, 15 de junho, sobre os mercados financeiros:

1. Tensões comerciais em foco à medida que Trump prepara mais tarifas para a China

A China prometeu nesta sexta-feira reagir rapidamente se os Estados Unidos prejudicarem seus interesses horas antes de Donald Trump, presidente norte-americano, revelar as revisões de uma lista tarifária sobre o equivalente a US$ 50 bilhões em mercadorias chinesas.

Washington e Pequim pareciam estar cada vez mais se dirigindo para uma guerra comercial depois que várias rodadas de negociações não conseguiram resolver as queixas dos EUA sobre a política industrial chinesa, o acesso ao mercado do país e um déficit comercial de US$ 375 bilhões.

“Se os Estados Unidos tomarem medidas protecionistas unilaterais, prejudicando os interesses da China, reagiremos rapidamente e tomaremos as medidas necessárias para proteger nossos direitos legítimos”, disse Geng Shuang, porta-voz do ministério chinês das relações exteriores, em uma entrevista coletiva diária.

Ainda nesta sexta-feira, Trump deve dar detalhes de uma lista revista de 800 categorias de produtos, menor que a anterior com 1.300, de acordo com um funcionário do governo e uma fonte da indústria familiarizada com a lista.

As tarifas elevariam a perspectiva de uma guerra comercial global, pois os outros parceiros comerciais dos Estados Unidos, como a União Europeia e o Canadá, prometeram recentemente retaliar com contramedidas às tarifas dos EUA sobre aço e alumínio importados.

As tensões mantiveram os investidores apreensivos, com o mercado futuro dos EUA apontando para uma abertura em baixa. Às 06h48, o blue chip futuros do Dow caía 132 pontos, ou 0,52%, os futuros do S&P 500 recuavam 11 pontos, ou 0,39%, enquanto o índice futuro de tecnologia Nasdaq 100 tinha queda de 16 pontos ou 0,21%.

2. Dados a serem divulgados no encerramento da semana

Um relatório regional da atividade industrial dos EUA, dados sobre sentimento do consumidor e produção industrial no país completarão a lista desta semana de dados econômicos de primeira linha.

O índice das expectativas do consumidor de Michigan, previsto para às 11h00, deverá mostrar uma leitura preliminar de 89,7 em junho, ao passo que a percepção do consumidor tem projeções de apresentar uma leitura preliminar de 98,5 em junho a partir da leitura de 98 no mês passado.

índice Empire State da atividade industrial do Fed de Nova York – uma aferição da atividade industrial na região de Nova York – será divulgado às 09h30 e deverá apresentar redução em junho em comparação ao mês anterior.

Enquanto isso, a produção industrial tem projeções de ter avançado 0,2% em maio, que seria seu quarto mês consecutivo de expansão.

Os relatórios podem fortalecer ainda mais a narrativa de uma economia forte dos EUA, que o presidente do Fed, Jerome Powell, disse estar em “ótima forma” durante uma entrevista coletiva no início desta semana.

3. Euro em direção ao maior declínio semanal em 19 meses

Nesta sexta-feira, o euro se dirigia sua pior perda semanal em 19 meses depois que um cauteloso Banco Central Europeu sinalizou que manterá as taxas de juros em níveis mínimos recordes até o ano que vem.

“O Conselho do BCE espera que as taxas de juros permaneçam nos níveis atuais pelo menos até o verão de 2019 e, em qualquer caso, durante o tempo necessário para garantir que a evolução da inflação se mantenha alinhada com as expectativas atuais de uma trajetória de ajuste sustentado. “, disse o BCE em sua decisão de política monetária divulgada na quinta-feira.

Reiterando esse ponto no período de perguntas e respostas da entrevista coletiva, Draghi enfatizou a expressão “pelo menos até o verão de 2019” e acrescentou: “nós não discutimos se e quando aumentar os juros”.

Embora o euro estivesse recuperando o território perdido em relação ao dólar nesta sexta-feira, voltado a ficar acima do patamar de US$ 1,16, a moeda única estava a caminho de perdas na semana de 1,4%.

4. Petróleo em baixa com produção dos EUA em pauta

A cotação do petróleo estava em baixa nesta sexta-feira, já que participantes do mercado aguardam a apresentação semanal da atividade de extração nos EUA.

Os dados da semana passada da Baker Hughes mostraram que os exploradores norte-americanos acrescentaram uma sonda de petróleo à atividade já existente, elevando a contagem total para 862, o maior número desde março de 2015.

Isso aumentou as preocupações com o lado da oferta uma vez que a produção de petróleo do país subiu para um recorde de 10,9 milhões de barris por dia, de acordo com o relatório do Administração de Informação de Energia dos EUA divulgado na quarta-feira.

Investidores também estão nervosos com relação à oferta global depois que Arábia Saudita e Rússia indicaram que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo poderia aprovar o aumento a produção de petróleo em sua reunião na próxima semana.

Produtores da Opep e externos à organização, liderados pela Rússia, devem se reunir em Viena em 22 de junho e decidirão se vão aumentar ou não a oferta em um milhão de barris por dia para substituir a produção na Venezuela e no Irã.

Os contratos futuros de petróleo bruto nos EUA caíam 0,16%, atingindo US$ 66,78 às 06h50, enquanto o petróleo Brent tinha queda de 0,83%, com o barril negociado a US$ 75,31.

5. Banco do Japão vai contra a tendência de bancos centrais, mantém-se estável com perspectiva de inflação mais baixa

Nesta sexta-feira, o Banco do Japão rebaixou sua perspectiva de inflação em um novo golpe para sua meta de preço de longo prazo de 2%, dando ao banco central quase nenhum espaço para manobrar enquanto tenta mapear um caminho para reverter seu estímulo na era da crise.

Como amplamente esperado, o Banco do Japão manteve sua política monetária ultrafrouxa, mantendo sua meta de taxa de juros de curto prazo em menos 0,1% e uma promessa de levar o rendimento das obrigações do governo a 10 anos para cerca de 0%.

A medida contrasta com a decisão do Banco Central Europeu de encerrar seu programa de compra de ativos este ano e os aumentos constantes da taxa do Federal Reserve dos EUA, que sinalizaram uma ruptura com as políticas adotadas para combater a crise financeira de 2007-2009.