O nível de atividade da indústria paulista caiu 2,2% em julho na comparação com o mês anterior, reflexo principalmente do total de vendas reais, que caiu 6,7%, de acordo com o Indicador de Nível de Atividade (INA), divulgado hoje (30), pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Também houve queda na quantidade de horas trabalhadas na produção (-0,4%) e no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), que avançou (0,2p.p.).

Segundo a Fiesp e o Ciesp, sem ajuste sazonal o índice também apresentou queda (-1,7%). Na comparação com julho do ano anterior, houve retração de 1,1%, e no acumulado dos últimos 12 meses houve alta de 5%.

De acordo com o presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz Coelho, o resultado de julho volta a mostrar a lenta retomada da atividade da indústria paulista, após a forte alta de junho, com o fim da greve dos caminhoneiros.

“Retomamos aquele crescimento lento, inferior até ao que imaginávamos no começo do ano, o qual deve ser mantido nos próximos meses. O ambiente de negócios mudou bastante em decorrência de algumas variáveis, como o cenário eleitoral incerto e o dólar em alta, que embora ajude nas exportações, afeta muito as matérias-primas e o custo dos produtos intermediários. No entanto, não sentimos indicação de que vamos ter uma queda da atividade. Há uma estabilização de onde estamos até o final do ano”, disse.

Segundo as entidades, o recuo da atividade industrial paulista em julho foi disseminado, alcançando 15 dos 20 segmentos pesquisados, reforçando a fragilidade da recuperação neste ano.