Mesmo com a derrocada dos mercados acionários por conta do coronavírus – quando o Ibovespa perdeu 29,90%, no pior desempenho mensal em 22 anos – a B3 informou que conquistou 298.871 novos investidores em março, chegando a um total de 2,272 milhões. Os dias de pânico que assolaram o mercado financeiro em março reduziram ainda mais a participação dos estrangeiros na bolsa brasileira.
O total de empresas listadas ficou em 392, com baixa de 1,3% no ano e estabilidade no mês.
O volume financeiro médio diário negociado na B3 (BOV:B3SA3) no segmento de ações, que contempla o mercado à vista e derivativos sobre ações, subiu 110,6% em março ante o mesmo mês de 2019, para R$ 34,237 bilhões. Na comparação com fevereiro, houve alta de 16,9%.
A capitalização de mercado média das empresas com ações negociadas na bolsa atingiu R$ 3,504 trilhões, 9,4% menor do que no mesmo mês do ano passado e 25,6% abaixo do nível de fevereiro.
O segmento de juros, moedas e mercadorias (antiga BM&F) teve um volume médio diário de 5,734 milhões de contratos em março, o que representa alta anual de 64,9% e mensal de 25,0%. A receita por contrato médio ficou em R$ 1,453, com queda de 15,4% no ano e de 7,3% no mês.
No segmento de infraestrutura para financiamentos (antigo Cetip UFIN), o número de registro de veículos financiados atingiu 434,855 mil unidades, queda de 2,8% no ano e de 4,4% no mês.
O segmento de balcão (antigo Cetip UTVM) teve um estoque de R$ 3,019 trilhões na renda fixa, alta de 18,6% no ano e de 4,1% no mês. Nos derivativos, o estoque alcançou R$ 3,960 trilhões, alta de 62,7% e avanço de 16,8% na mesma base de comparação.

Estrangeiros retiram R$ 192,7 mi da bolsa no dia 14 de abril. Pessoa física aporta R$ 322,5 mi

Os investidores estrangeiros sacaram liquidamente R$ 192,7 milhões do segmento secundário da B3 (ações já listadas) no dia 14 de abril, segundo dados divulgados pela bolsa.

Já os investidores pessoa física aportaram R$ 322,5 milhões no mesmo dia. Os institucionais retiraram R$ 282,3 milhões.

Posição do estrangeiro na Bolsa cai para o menor nível desde 2014

A redução da participação do estrangeiro na bolsa vem acontecendo de forma sistemática desde outubro de 2017, quando essa fatia atingiu o pico de 50%.

Investidores estrangeiros passaram a ter em mãos 39,7% do valor total das ações em circulação no mercado – o menor patamar desde abril de 2014 quando consideradas apenas as sessões finais de cada mês

De acordo com dados da B3, esses investidores passaram a ter em mãos 39,7% do valor total das ações em circulação no mercado – o menor patamar desde abril de 2014 quando consideradas apenas as sessões finais de cada mês. Em março de 2019, a posição dos estrangeiros na bolsa era de 43,8%.

Os investidores institucionais e pessoas físicas locais têm aumentado a relevância de suas carteiras em relação ao total alocado em ações. No primeiro caso, a participação subiu de 23,1% para 23,4% de fevereiro para março, enquanto as pessoas físicas viram sua fatia do mercado avançar de 13,1% para 14,0%.

A exposição de cada tipo de investidor pode ser explicado pela magnitude da desvalorização de suas carteiras em março, assim como pelos dados de fluxo de capital da bolsa.