Pague Menos (PGMN3) 3T20: Lucro líquido de R$ 40,2 milhões

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Pague menos reportou lucro líquido de R$ 40,2 milhões, revertendo prejuízo de R$ 9,2 milhões em relação ao mesmo período de 2019.

Os resultados da Pague Menos (BOV:PGMN3) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 29/10/2020.

Ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – de R$ 149,5 milhões, um crescimento de 22,1%, e com margem de 7,9%, uma expansão de 0,9 p.p. sobre o 3T19. ” O crescimento contínuo e sustentável de margens em nosso negócio, observado nos últimos trimestres, é reflexo de uma série de alavancas de rentabilidade que foram mapeadas e vêm sendo executadas. Continuamos observando grandes oportunidades nas áreas de vendor management, pricing, supply chain e produtividade de lojas, entre outros ” afirmou a empresa no relatório.

Ao final do 3T20, a base de lojas era de 1.105 unidades, distribuídas em 327 municípios. Ao longo dos últimos 3 anos, a empresa promoveu um profundo processo de otimização do portfólio de lojas, tornando-o mais aderente ao propósito de atendimento ao nosso público alvo: a classe média expandida (classes B2/C/D). Atualmente, cerca de 2/3 das lojas estão localizadas em microrregiões dessas classes, correspondendo por cerca de 3/4 do resultado operacional da Companhia.

No trimestre, o crescimento total de vendas foi de 9,1%, com crescimento na venda média mensal por loja de 13,4%, relevante aceleração em relação aos trimestres anteriores.

O crescimento mesmas lojas foi de 11,0% e de 9,8% nas lojas maduras, desconsiderando 12 lojas que ficaram fechadas temporariamente. ” Lojas localizadas em shoppings, reabertas após o período de lockdown nas grandes cidades brasileiras, ainda estavam em período de normalização de vendas no 3T20, performando consideravelmente abaixo de seu potencial. Excluindo essas lojas da base, o crescimento mesmas lojas do período teria sido de 13,5%, com lojas maduras crescendo 11,6%” disse a empresa no relatório.

“A aceleração nas vendas foi impulsionada pela bem-sucedida estratégia de aumento no sortimento de medicamentos (no 3T20 atingimos uma média de itens ativos por loja 9% superior ao 3T19), da diminuição nos índices de ruptura em lojas (redução de 22% em relação ao 3T19), melhoria dos indicadores de satisfação dos nossos clientes (atingindo um NPS de 72, incremento de 6 p.p. vs o 3T19) e das ferramentas digitais e omnichannel” complementou a empresa.

No 3T20, as despesas com vendas totalizaram R$ 338,6 milhões, equivalente a 17,8% da receita bruta, redução de 1,9 p.p. sobre o 3T19, explicados principalmente pelo aumento na venda média por loja, pelo programa de produtividade (com melhora do NPS) e pela redução de despesas com aluguéis através de renegociações de contratos.

As despesas administrativas e gerais totalizaram R$ 55,4 milhões no 3T20, equivalente a 2,9% da receita bruta, aumento de 0,6 p.p. em relação ao 3T19. O incremento de despesas administrativas é reflexo da implementação do novo Plano de Ações Restritas para o management da companhia, com objetivos de retenção e alinhamento de metas, e pela contratação de consultorias estratégicas no período.

A Pague Menos otimizou sua estrutura de capital com os recursos provenientes do IPO, sendo R$ 715 milhões capitalizados no dia 2 de setembro e R$ 108 milhões capitalizados no 4T20, no dia 2 de outubro. A proporção de 20% destes recursos será utilizada para a liquidação antecipada de contratos de empréstimos, conforme descrito nos documentos da Oferta.

No 3T20, a agência de risco Fitch Ratings elevou o rating corporativo da Companhia, de BBB+ para A, com perspectiva positiva.

A dívida líquida foi de R$ 283,2 milhões. O indicador de dívida líquida / EBITDA ex-IFRS16 (UDM) foi de 0,9x, uma redução de 2,6x em relação ao 3T19.

Por fim, o Ciclo de Caixa foi de 51 dias, um aumento de 6 dias em relação ao 3T19, causado principalmente pelo incremento no prazo médio de recebimento.

Neste trimestre, devido à liquidez gerada pelo IPO, não foram realizadas operações de antecipação de recebíveis, o que impactou o ciclo de caixa do período, calculado considerando o contas a receber líquido de antecipações.

“Desconsiderando as antecipações, o ciclo de caixa do 3T19 teria sido de 52 dias, em linha com o do 3T20. Em relação ao 2T20, o nível de estoques foi reduzido devido à aceleração nas vendas. Já em relação ao 3T19, houve uma alta devido à ampliação do sortimento e redução dos níveis de ruptura” finalizou a empresa.

Teleconferência

No início de setembro, a Pague Menos abriu capital na B3, levantando R$ 746,9 milhões. Com a oferta pública inicial de ações, a rede de farmácias cearense, fundada em 1981, encerrou uma longa espera de cerca de seis anos, período no qual adiou, em algumas oportunidades, seu IPO.

Com o processo, a expectativa era de que a companhia usasse boa parte dos recursos para acelerar sua expansão para além das regiões Norte e Nordeste, que respondem por 64,9% do negócio. O movimento é um desafio antigo da empresa, especialmente nos mercados do Sul e do Sudeste, onde tenta ganhar participação mas não tem sido bem-sucedida.

Passados quase dois meses do IPO, a Pague Menos mostra, porém, que seus planos no médio prazo vão na direção contrária. Em sua nova fase de expansão, a empresa, dona de uma rede de 1.105 lojas, vai reforçar os investimentos “em casa”.

“Nosso próximo ciclo de aberturas de lojas terá início no segundo trimestre de 2021”, disse Mário Queirós, CEO da Pague Menos, em teleconferência com analistas, nesta sexta-feira, 30 de outubro. “E o foco, nessa primeira fase, serão as regiões Norte e Nordeste.”

Queirós observou que 63% dos recursos captados no IPO serão destinados a essa estratégia. Mas preferiu não fazer projeções sobre o número de novas unidades previstas nessa estratégia. E se limitou a dizer que o volume deve ficar um pouco abaixo da média dos últimos anos, de 150 lojas.

Ele ressaltou que a companhia seguirá priorizando os consumidores das classes B2, C e D, outro componente conhecido no modelo da rede. “É um mercado de R$ 115 bilhões de oportunidades”, afirmou. “Nós nascemos nesse segmento, enquanto outras redes estão entrando nele agora.”

A menção a “outras redes” de Queirós é uma clara referência a Raia Drogasil (RD). Maior companhia do setor, a RD vem ampliando sua presença no Norte e Nordeste do País desde o fim de 2018. E, mais recentemente, passou a priorizar essa expansão nas lojas populares ou híbridas, com foco na chamada classe média expandida, justamente o público-alvo da Pague Menos.

Com um plano agressivo de abrir 240 lojas em 2020, a RD concentrou, nos últimos 12 meses, 90% das inaugurações em unidades com esses perfis. E vem ganhando terreno nos domínios da Pague Menos. Nesse intervalo, a empresa saiu de uma participação de mercado de 3,2% para 4,8%, na região Norte, e de 8,3% para 9,3% no Nordeste.

No mesmo período, a Pague Menos saiu de uma fatia de 19,8% para 19,4%, no Nordeste. Na região Norte, a queda foi mais acentuada, de 11,2% para 10,1%. Ao mesmo tempo, a rede teve ligeiro recuo no Sudeste, de 1,7% para 1,6%, e uma pequena evolução no Sul, de 1,1% para 1,2%.

Para conter esse avanço em seus domínios e segmento de atuação, além de reforçar sua presença, a Pague Menos está fortalecendo outras iniciativas. A principal delas é o Clinic Farma, leque de serviços que já está presente em 806 lojas da rede.

Sob o conceito de ser um hub de saúde, esse portfólio inclui desde aferições de pressão arterial e glicemia até a oferta de vacinas, exames laboratoriais e de serviços de telemedicina. Com uma média mensal de 77 mil clientes, o canal registrou um salto de 349% em seu faturamento no terceiro trimestre.

“Mais de 60% do público que atendemos não têm acesso a um plano de saúde privado”, disse Luiz Novais, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Pague Menos. “É um público bastante carente de assistência médica.”

Antes de estender o Clinic Farma a outras lojas da rede, a Pague Menos vai priorizar a oferta de mais serviços nesse pacote. Para isso, um dos planos é ampliar os exames ofertados em parceria com a Hi Technologies das atuais 260 lojas para mais de 400 unidades.

“Queremos ampliar cada vez mais essa cesta de serviços”, disse Queirós, ressaltando a importância do Clinic Farma na estratégia da rede. “O cliente que usa esses serviços é mais fiel, vai com mais frequências nas lojas e gasta quase três vezes mais do que um cliente comum.”

A abordagem multicanal é mais uma aposta da Pague Menos. Entre julho e setembro, os canais digitais responderam por 5,3% das vendas totais da rede. Em praças como São Paulo, essa penetração chegou a cerca de 16%.

Além de modelos como Clique & Retire, disponível em 100% das lojas, a empresa tem formatos como a Prateleira Infinita. O serviço permite que um cliente, caso não encontre um determinado produto em alguma loja, receba o item em sua casa, com frete grátis, a partir do estoque de outra unidade.

Outra iniciativa voltada ao público da rede, especialmente os consumidores com mais de 55 anos, é a Central de Televendas, que teve sua capacidade de atendimento ampliada em 40 vezes nesse trimestre.

A ampliação do portfólio de genéricos é mais uma prioridade da Pague Menos em direção ao perfil predominante de consumidores atendido em suas lojas. “Ainda somos under share no segmento, enquanto o mercado tem uma fatia de 11% de genéricos, nós estamos em 9,2%”, disse Queirós. “Vamos buscar, no mínimo, fechar esse gap.”

VISÃO DO MERCADO

Credit Suisse 

O Credit Suisse apontou que o primeiro resultado da Pague Menos após sua oferta inicial pública de ações teve como destaque a alta de 11% nas vendas no terceiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período, impulsionando a receita total para R$ 1,9 bilhão, 2,3% acima das expectativas do banco.

O banco vê como negativa a perda de 0,1 ponto percentual no mercado, para 5,6%, na comparação com o ano anterior, devido ao enxugamento do portfólio de lojas. O banco avalia o Pague Menos como um dos melhores cases de investimento de sua cobertura no setor, e reforçou sua avaliação como outperform, com preço-alvo de R$ 13,50.

Eleven Financial

O resultado do 3T20 foi positivo e acima das nossas expectativas já otimistas para o trimestre. Os efeitos do processo de reestruturação estão surtindo no resultado e a companhia segue na posição de liderança nas regiões Norte e Nordeste.

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