A companhia aérea Gol está iniciando um aumento de capital de até aproximadamente R$ 512 milhões, liderada pelos acionistas controladores, os irmãos Constantino.

O Fato Relevante foi divulgado pela empresa (BOV:GOLL4) na noite desta quarta-feira (28). Confira o comunicado na íntegra!

Segundo fato relevante arquivado na CVM, os acionistas informaram ao conselho de administração a intenção de subscrever até aproximadamente R$ 270 milhões em novas ações da Gol, representativas de seu valor pro rata, a um preço por ação preferencial de R$ 24,19, valor baseado no preço do fechamento na B3 nesta quarta e que representa um prêmio de 9,13% sobre o preço médio ponderado pelo volume de 30 dias das ações preferenciais da Gol, segundo o documento.

“Temos toda a confiança na recuperação do mercado de transporte aéreo e na liderança da Gol no Brasil, por isso estamos investindo no futuro da companhia”, disse Constantino de Oliveira Junior, presidente do conselho de administração, no fato relevante.

O aumento de capital tem por objetivo acelerar a transição de aeronaves 737 NG para 737 Max, dar flexibilidade financeira para executar gestão de passivos e acessar oportunidades de negócios.

“À medida que a GOL se prepara para a recuperação pós-pandemia, esse aumento de capital fornecerá recursos para a próxima fase de crescimento, com maior penetração nos mercados existentes, bem como novas oportunidades de expansão. O anúncio de hoje de um aumento de capital de até R$ 512 milhões é o primeiro passo neste processo”, disse Constantino de Oliveira Junior, presidente do conselho de administração.

VISÃO DO MERCADO

Credit Suisse 

Os analistas do Credit Suisse Regis Cardoso e Henrique Simões lembraram que a dívida líquida da empresa aérea aumentou em R$ 1,8 bilhão nos primeiros meses de 2021, de R$ 13 bilhões para R$ 14,8 bilhões, no comparativo trimestral. Entretanto, a dupla reiterou que a maior parte da dívida é de longo prazo, quando o cenário em relação às vacinas tende a melhorar.

De acordo com o Credit Suisse, a Gol registrou prejuízo líquido de R$ 2,5 bilhões, em parte devido ao efeito de R$ 1,5 bilhão negativos da variação cambial no resultado financeiro.

O banco apontou que os resultados reportados pela companhia aérea foram impactados pela menor demanda de voos devido às restrições mais rígidas de lockdown e desvalorização do real.

Credit Suisse mantém recomendação neutra com preço-alvo em R$ 19,00…

Goldman Sachs 

O Goldman Sachs afirmou que o anúncio feito ontem pela Gol, de promover um aumento de capital de até R$ 512 milhões, poderia “aliviar” as preocupações do mercado em relação uma posição de liquidez suficiente para cobrir o endividamento de curto prazo da companhia.

“No entanto, em nossas estimativas, mesmo sem isso, a companhia aérea parece ter liquidez suficiente para cobrir sua dívida de curto prazo”, enfatizaram os analistas Bruno Amorim, João Frizo e Osmar Camilo.

A companhia também divulgou hoje os resultados do primeiro trimestre de 2021. A equipe do banco de investimento estima ainda que a Gol está pronta para uma recuperação acentuada, assim que a onda atual de covid-19 no Brasil se dissipar, com ganhos potenciais de participação de mercado diante da concorrência enfraquecida.

Goldman Sachs mantém recomendação de compra com preço-alvo em R$ 27,70…

Prejuízo líquido de R$ 2,5 bilhões no primeiro trimestre

A Gol Linhas Aéreas teve prejuízo líquido de R$ 2,505 bilhões no primeiro trimestre deste ano, antes da participação minoritária, um aumento de 10,8% ante o mesmo período de 2020.

A receita operacional líquida caiu 50,2% no período, para R$ 1,567 bilhão.