A diferença entre os preços dos combustíveis comercializados no Brasil e os preços internacionais está se aproximando de recordes históricos, mas de acordo com análises do J.P. Morgan, as finanças da Petrobras ainda não estão em risco.
Os analistas Rodolfo Angele, Milene Clifford Carvalho e Henrique Cunha observam que a disparidade nos preços da gasolina é de 22%, enquanto no caso do diesel, a diferença é de 26%. Mesmo com o aumento dos preços do petróleo Brent, a empresa tem sido hesitante em ajustar suas tarifas.
Entretanto, o banco ressalta que mesmo com os descontos vigentes, a Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) ainda conseguiria alcançar um rendimento de 23,3% em fluxo de caixa livre neste ano, e 18,4% no próximo ano. Essa performance é sustentada por margens superiores a 65% nas operações de exploração e produção.
“Estamos confiantes de que a administração seguirá as orientações da empresa para manter operações lucrativas”, afirmam os analistas. Eles observam que os resultados do segundo trimestre da Petrobras já refletem uma redução nos spreads de refino para 40%.
O J.P. Morgan possui uma recomendação neutra para a Petrobras, com um preço-alvo de US$ 14,50 para os recibos de ação (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York (NYSE). Recentemente, esses papéis apresentaram uma queda de 0,15%, cotados a US$ 13,47.