Após repercussão da declaração de Tarciana Medeiros sobre ações do BBAS3, o banco afirmou que a fala foi baseada em informações públicas e projeções corporativas, reforçando transparência ao mercado.
O Banco do Brasil (BOV:BBAS3) veio a público esclarecer à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a declaração feita por sua CEO, Tarciana Medeiros, durante a coletiva de resultados do segundo trimestre (2T25). Questionada sobre a redução no payout de dividendos, a executiva afirmou: “quem tem ação do BB mantenha; quem não tem, compre”.
Em comunicado, o banco estatal destacou que as manifestações de Medeiros estavam fundamentadas em informações já disponibilizadas ao mercado, refletindo a melhor expectativa da administração para o desempenho da companhia. O texto reforça que a fala buscou orientar investidores de varejo a se apoiarem em análises de fontes confiáveis, como relatórios de casas de análise e bancos, e não em conteúdos sensacionalistas nas redes sociais.
O episódio acontece em um momento de maior atenção dos investidores para a política de dividendos do banco, que apresentou queda no payout. Apesar disso, a instituição reiterou confiança em seus fundamentos e perspectivas operacionais.
No pregão desta quarta-feira (27/08), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) fecharam estáveis a R$20,63, sem variação em relação ao dia anterior. O papel segue pressionado pela volatilidade do mercado, acumulando queda frente à máxima de R$30,04 registrada nos últimos 12 meses. A reação do mercado ao comunicado será testada no próximo pregão.
O Banco do Brasil é uma das maiores instituições financeiras da América Latina, com atuação em crédito, investimentos, agronegócio, seguros e gestão de ativos. Concorrentes diretos incluem Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), Bradesco (BOV:BBDC4) e Santander Brasil (BOV:SANB11).