Os gastos de consumo pessoal (PCE) nos Estados Unidos mostraram força em julho, com avanço de US$ 108,9 bilhões, equivalente a 0,5% em relação ao mês anterior, segundo dados do Bureau of Economic Analysis divulgados nesta sexta-feira.

O índice de preços PCE, considerado a métrica de inflação preferida pelo Federal Reserve (Fed), registrou alta de 0,2% na comparação mensal. Na base anual, o indicador subiu 2,6%. Quando excluídos os itens de energia e alimentos, a leitura mostrou aumento de 0,3% frente a junho e de 2,9% em relação a julho de 2024.

No mesmo período, a renda pessoal apresentou expansão de 0,4%, equivalente a US$ 112,3 bilhões, enquanto a renda pessoal disponível (DPI) avançou US$ 93,9 bilhões, também 0,4% acima do mês anterior.

Esses dados reforçam a percepção de que a economia norte-americana mantém fôlego de consumo mesmo em um ambiente de inflação ainda persistente. Para o mercado de ações, a leitura tende a influenciar expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve em relação à taxa de juros. Ativos de renda fixa e câmbio também podem reagir, já que investidores ajustam suas apostas sobre o ritmo de cortes ou manutenção da política monetária.

No cenário atual, os investidores acompanham de perto como o desempenho do consumo e da renda nos Estados Unidos impacta os contratos futuros de índices de Wall Street, como o S&P 500 Futuro (CCOM:US500), Nasdaq Futuro (CCOM:US100) e Dow Jones Futuro (CCOM:US30). A divulgação dos números de inflação via PCE reforça a importância de acompanhar não apenas a trajetória do consumidor norte-americano, mas também a reação dos mercados globais diante das expectativas de política monetária.