Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram em 5.000, totalizando 229.000 na semana encerrada em 23 de agosto, segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Departamento do Trabalho. A leitura indica uma leve melhora no mercado de trabalho norte-americano, que segue mostrando resiliência mesmo diante de um cenário de política monetária mais restritiva.
A média móvel de quatro semanas avançou para 228.500, um aumento de 2.500 em relação à semana anterior, refletindo oscilações mais graduais e suavizando movimentos pontuais dos pedidos semanais.
Em paralelo, a taxa de desemprego segurado permaneceu em 1,3% na semana encerrada em 16 de agosto, sem alterações em relação ao período anterior. O número de pessoas recebendo auxílio ficou em 1.954.000, uma queda de 7.000 frente ao dado revisado da semana passada (1.961.000). Já a média móvel de quatro semanas subiu para 1.956.250, alta de 4.500.
Para os mercados, o dado reforça a percepção de que o mercado de trabalho norte-americano ainda mantém força, o que pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve em relação à taxa de juros. Esse cenário tende a gerar impactos diretos nos índices de ações, como o S&P 500 (SPI:SP500), Nasdaq Composite (NASDAQI:COMPX) e Dow Jones (DOWI:DJI), além de refletir no câmbio do Dólar norte-americano frente a outras moedas globais (FX:USDBRL) e nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.
No contexto atual, em que investidores monitoram de perto sinais de desaquecimento ou aquecimento da economia, a divulgação mostra relevância para o rumo da bolsa de valores, do câmbio e do mercado de juros, reforçando a importância de acompanhar os próximos relatórios de emprego e inflação nos Estados Unidos.