O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou que os reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste devem encerrar setembro com apenas 52,4% da capacidade. O índice representa uma queda de 5,7 pontos percentuais em relação aos 58,1% registrados nesta sexta-feira.

No boletim, o ONS também estimou que as chuvas ficarão abaixo da média histórica em setembro. Para o Sudeste/Centro-Oeste, a previsão é de 61% da média; no Nordeste, 47%; e no Norte, 61%. A exceção será o Sul, onde são esperadas afluências de 109% da média.

Em relação ao consumo de energia elétrica, o órgão destacou na véspera que a carga projetada para setembro deve atingir 80,5 gigawatts (GW) médios, o que corresponde a uma queda de 1% frente ao mesmo mês de 2024. O ONS explicou que a retração vem após “meses mais atípicos” de julho e agosto, influenciados principalmente por temperaturas mais baixas que o habitual em todo o país.

A expectativa de reservatórios mais baixos pode trazer reflexos para empresas do setor elétrico, em especial geradoras e distribuidoras de energia. O mercado tende a acompanhar de perto a evolução das chuvas e dos níveis dos reservatórios, já que eventual necessidade de despacho térmico encarece a geração e pode impactar margens e custos de operação.

No cenário atual, a previsão do ONS reforça a atenção dos investidores para a volatilidade nos preços da energia, com potencial de repercussão no mercado de ações, câmbio e também nos títulos públicos indexados à inflação, que podem reagir diante de riscos de pressão tarifária futura.

Mesmo sem dados de cotação diretamente associados no material de referência, o alerta do ONS ganha relevância dentro do panorama atual do mercado financeiro, pois adiciona uma camada de incerteza ao setor energético, especialmente em um momento de maior sensibilidade dos investidores a riscos climáticos e regulatórios.