A taxa de desemprego na Alemanha subiu para 6,4% em agosto, um avanço de 0,1 ponto percentual em relação a julho, segundo dados divulgados na sexta-feira (29/08) pela Bundesagentur fuer Arbeit (BA), a Agência Federal de Emprego do país.

O número de residentes alemães desempregados aumentou em 46.000 no mês, totalizando 3.025.000 pessoas sem trabalho. Na comparação anual, houve crescimento de 153.000 desempregados. Já na série ajustada sazonalmente, o desemprego mostrou recuo de 9.000 em relação ao mês anterior.

“Devido às férias de verão, o desemprego subiu para mais de 3 milhões. O mercado de trabalho ainda é afetado pela crise econômica dos últimos anos. No entanto, também há sinais iniciais de estabilização”, disse Andrea Nahles, presidente da BA.

O subemprego, que inclui pessoas em programas de flexibilização do mercado de trabalho e trabalhadores temporariamente incapacitados, alcançou 3.634.000 em agosto, considerando os ajustes sazonais. Esse número representa 25.000 pessoas a mais na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O aumento do desemprego alemão pode influenciar diretamente o humor dos investidores na bolsa de valores da Europa. A elevação da taxa tende a pressionar o desempenho dos índices acionários, especialmente do DAX (DBI:DAX), principal índice da Alemanha, além de impactar a cotação do euro frente ao dólar (FX:EURUSD) e os títulos soberanos alemães, considerados referência de segurança no bloco europeu.

No cenário atual, os investidores seguem atentos aos desdobramentos da economia alemã, já que a fragilidade no mercado de trabalho é vista como um reflexo da lenta recuperação do país. A notícia reforça a importância de monitorar como esses dados podem influenciar os movimentos recentes da bolsa de valores e das moedas europeias, em um ambiente global já marcado por incertezas.