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Ibovespa recua pressionado por Vale, em meio à tensão entre EUA e Irã e à disparada do petróleo

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A quarta-feira (18/02) foi marcada por leve ajuste na bolsa brasileira. O Ibovespa encerrou em queda de 0,24%, aos 186.016 pontos, estendendo o movimento de realização após o feriado de Carnaval.

O volume financeiro somou R$ 18,1 bilhões, abaixo da média móvel de 50 pregões (R$ 20,3 bilhões), indicando uma sessão mais seletiva e com menor apetite por risco.

O contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) acompanhou o viés negativo ao longo do dia, refletindo cautela diante do cenário externo e pressão das blue chips no mercado à vista.

No câmbio, o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) avançou 0,34%, a R$ 5,249. No exterior, o Índice Dólar DXY (CCOM:DXY) subiu 0,64%, aos 97,73 pontos, reforçando o movimento global de busca por ativos defensivos.

No cenário internacional, a escalada da tensão geopolítica entre os Estados Unidos e o Irã impulsionou as commodities.

O petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) avançou 4,73%, a US$ 70,61, diante do risco de interrupção de oferta. O ouro (PM:XAUUSD) subiu 2,18% e a prata (PM:XAGUSD) disparou 5,21%, evidenciando forte movimento de proteção global.

Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries norte-americanos avançaram, refletindo maior prêmio de risco.

No noticiário doméstico, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Pleno e da Pleno DTVM, com impacto estimado de R$ 4,9 bilhões para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A autarquia também instaurou comissão para investigar instituições ligadas ao conglomerado Master.

Investidores aguardam ainda a divulgação do IBC-Br de dezembro, prevista para quinta-feira (19/02).

Entre as maiores quedas do dia, destaque para:

  • Vale (VALE3 | NYSE:VALE): -3,57%, pressionada pelo aumento de estoques portuários na China e menor produção de aço durante o Ano Novo Lunar.
  • GPA (PCAR3): -4,55%.
  • IRB Brasil (IRBR3): -3,03%.

Entre outras detratoras relevantes:

  • Ambev (ABEV3): -1,35%.
  • Suzano (SUZB3): -1,95%.

No campo positivo, as petroleiras avançaram em bloco, acompanhando a forte alta do petróleo no mercado internacional, refletindo expectativa de margens mais robustas com a commodity em valorização.

No mercado de juros futuros, os contratos de DI (BMF:DI1FUT) fecharam em queda de até 4 pontos-base ao longo da curva, mesmo diante da alta dos yields norte-americanos.

Os vértices curtos reagiram à expectativa pelo IBC-Br e aos dados recentes de desaceleração na atividade (volume de serviços e vendas no varejo). Já os médios e longos acompanharam o movimento técnico de fechamento observado desde a semana passada.

A inclinação da curva reduziu levemente, com maior ajuste nos prazos intermediários, refletindo percepção de menor pressão inflacionária no curto prazo. O fluxo concentrou-se nos contratos mais líquidos, especialmente nos vencimentos curtos e médios, que registraram as maiores oscilações do pregão.

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