
Resultado trimestral mostra avanço de 5% no lucro ajustado, crescimento de 17% nos ativos de clientes e maior relevância do Banco de Atacado; XP também concluiu recompra de R$ 1 bilhão e iniciou novo programa do mesmo valor
A XP Inc. (BOV:XPBR31) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,384 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O balanço financeiro divulgado na segunda-feira (17/08) também mostrou receita bruta de R$ 5,056 bilhões, crescimento anual de 8%, reforçando a trajetória de expansão da companhia no mercado financeiro.
O resultado trimestral veio acompanhado de uma melhora importante na rentabilidade. O lucro antes dos tributos (EBT) ajustado avançou 15%, para R$ 1,565 bilhão, enquanto a margem EBT chegou a aproximadamente 32%. O movimento indica que a XP conseguiu aumentar as receitas em ritmo superior ao crescimento das despesas, favorecendo a eficiência operacional.
Outro ponto de destaque foi a expansão dos negócios com clientes. A XP encerrou junho com R$ 2,2 trilhões em ativos de clientes, considerando ativos sob custódia, gestão e administração, alta de 17% em 12 meses. A captação líquida totalizou aproximadamente R$ 28 bilhões no trimestre, quase três vezes o montante registrado no segundo trimestre de 2025.
No varejo, a captação líquida ficou próxima de R$ 20 bilhões. A receita do segmento cresceu 8%, para R$ 3,881 bilhões, com destaque para a renda variável, que avançou 11%, para R$ 1,138 bilhão. Já a receita de renda fixa recuou 16%, para R$ 833 milhões, enquanto a plataforma de fundos registrou crescimento de 23%, para R$ 418 milhões.
O Banco de Atacado voltou a aparecer como um dos principais motores de crescimento da XP. A unidade registrou receita de R$ 1,175 bilhão no 2T26, alta de 32% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo segmento Corporate.
Durante o trimestre, a companhia ampliou sua atuação junto a empresas com novas soluções financeiras, incluindo a entrada nos segmentos de adquirência e cartão corporativo. A estratégia reforça a tentativa da XP de diversificar suas fontes de receita e aumentar sua presença no mercado de pessoas jurídicas.
A carteira de crédito expandida também cresceu. O saldo chegou a R$ 77,9 bilhões, avanço de 16% em um ano. A receita líquida consolidada aumentou 9%, para R$ 4,884 bilhões, enquanto as despesas administrativas gerais subiram 5%, para R$ 1,640 bilhão.
A XP afirmou que manteve investimentos em tecnologia, inteligência artificial, digitalização de processos, produtividade e expansão da força comercial. A estratégia busca sustentar o crescimento da companhia sem comprometer a eficiência operacional.
O esforço também apareceu nos indicadores de relacionamento com clientes. O NPS, métrica utilizada para medir satisfação e lealdade, avançou de 61 para 66 pontos em relação ao trimestre anterior.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) chegou a 22,5%, expansão de 80 pontos-base em relação ao primeiro trimestre. O lucro por ação diluído ajustado cresceu 8% na comparação anual, beneficiado também pelos programas de recompra de ações.
A política de alocação de capital continuou no radar da XP. A companhia concluiu durante o trimestre um programa de recompra de ações de R$ 1 bilhão e iniciou outro plano, também de R$ 1 bilhão.
Além disso, a empresa realizou aproximadamente R$ 500 milhões em dividendos, reforçando a combinação entre crescimento dos negócios e retorno de capital aos acionistas.
A XP também informou que segue operando com índice de Basileia em níveis confortáveis, acima da faixa de guidance de 16% a 19%.
O CEO da XP, Thiago Maffra, destacou que o desempenho do segundo trimestre demonstra a consistência da estratégia da companhia.
“O segundo trimestre materializa a força do nosso modelo de negócios e a consistência da nossa execução”, afirmou o executivo, ressaltando também a expansão da satisfação dos clientes e a ampliação do portfólio de produtos para pessoas físicas e empresas.
O trimestre marcou ainda a chegada de Gustavo Alejo ao cargo de diretor financeiro (CFO) da XP. O executivo afirmou que pretende aprofundar a personalização dos serviços financeiros da companhia, apoiada por tecnologia, inovação e uma oferta mais completa.
Às 10h03 desta terça-feira (18/08), a XP Inc. (BOV) era negociada a R$ 81,80, sem variação em relação ao preço anterior. Até aquele momento, a plataforma registrava volume financeiro zerado e não apresentava preço de abertura, máxima ou mínima do pregão, o que impede uma comparação intradiária desses níveis.
Nas últimas 52 semanas, a ação XPBR31 oscilou entre R$ 76,22 e R$ 119,37, mostrando que o papel ainda está distante da máxima registrada no período. Com a divulgação do lucro, da forte captação e dos novos programas de recompra, o mercado deverá acompanhar especialmente a capacidade da XP de transformar o crescimento dos ativos de clientes em expansão sustentável de receitas e rentabilidade.
A XP Inc. é uma plataforma de serviços financeiros com atuação em investimentos, crédito, banking, mercado de capitais e soluções para pessoas físicas e empresas. A companhia busca ampliar sua participação no sistema financeiro por meio de tecnologia e diversificação de produtos, competindo com bancos e outras plataformas de investimentos.
Para quem acompanha ações XP, XPBR31 hoje, cotações XPBR31, resultados da XP Inc., dividendos e recompra de ações, o 2T26 reforça a importância de monitorar tanto o crescimento da base de clientes quanto a evolução da rentabilidade e do Banco de Atacado.
O resultado trimestral coloca a XP novamente no radar do mercado.
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