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Ibovespa fecha em queda, mas acumula alta na semana marcada por payroll nos EUA e cenário político no Brasil

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O encerramento do mercado de ações na B3 nesta sexta-feira (04/09) trouxe um tom de cautela para os investidores. O índice Bovespa (BOV:IBOV) finalizou o dia com uma leve queda de 0,02%, cotado aos 185.147 pontos, mantendo-se praticamente estável ao longo da sessão. Apesar dessa variação negativa no pregão de hoje, o balanço semanal foi extremamente positivo, acumulando uma firme alta de 5,40% — o melhor desempenho em uma única semana desde janeiro. O volume financeiro movimentado na bolsa de valores somou R$ 17,7 bilhões, ficando ligeiramente acima da sua média móvel de 50 pregões. A leve pressão vendedora do dia refletiu o forte relatório do mercado de trabalho norte-americano, que assustou os mercados mundiais, fazendo o contrato futuro do Ibovespa (BMF:INDFUT) também sentir o peso dos juros globais.

A movimentação da bolsa de valores nesta sexta-feira (04/09) foi direcionada por uma combinação de fatores políticos locais e dados econômicos decisivos dos Estados Unidos. Por aqui, a semana foi dominada pelo “trade eleitoral”, com pesquisas presidenciais mostrando melhora das intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro perante o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizando uma disputa acirrada. O Bank of America (BofA) destacou em relatório que o nível do Bovespa (BOV:IBOV) apresenta um posicionamento atraente e enxerga espaço para a continuidade dos cortes de juros pelo Banco Central. Na economia local, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, superando a Projeção de US$ 7,1 bilhões. No campo político e jurídico, o presidente do STF, Edson Fachin, discursou ao lado de Lula afirmando que a resposta sobre os fatos do Banco Master será firme e rigorosa, defendendo o fim do inquérito das Fake News. Do exterior, o payroll norte-americano mostrou a criação de 162 mil postos de trabalho em agosto — quase três vezes a Projeção de 56 mil —, reforçando as apostas de que o Federal Reserve possa elevar os juros em setembro. Esse dado fez os índices Dow Jones (DOWI:DJI) e S&P 500 (SPI:SP500) caírem 0,51% e 0,38%, enquanto o Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX) subiu 0,21%. Nas commodities, os futuros do Petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) subiram 0,69%, a US$ 96,18, impulsionados pela escalada no Oriente Médio e gargalos no Estreito de Ormuz, enquanto o Minério de Ferro avançou 1,04% em Dalian. Já o Ouro (PM:XAUUSD) e a Prata (PM:XAGUSD) caíram 0,88% e 1,05%, respectivamente. Na China, os investidores continuam atentos aos desdobramentos de estímulos econômicos. Com o feriado de 7 de setembro na segunda-feira, os operadores já preparam posições para o fim de semana prolongado.

No cenário corporativo brasileiro, as ações da Brava Energia (BOV:BRAV3), da Natura &Co (BOV:NTCO3) e da MBRF (BOV:MBRF3) lideraram as maiores baixas percentuais do Ibovespa (BOV:IBOV) no dia, registrando quedas de 4,18%, 3,80% e 3,70%, respectivamente. A Brava Energia atua na exploração e produção de petróleo e gás natural onshore e offshore; a Natura &Co é gigante do setor de cosméticos e produtos de higiene pessoal com marcas renomadas mundialmente; e a MBRF opera no segmento alimentar e agroindustrial na produção e processamento de carnes. Já entre as maiores detratoras por peso no índice figuraram as ações preferenciais da Petrobras (BOV:PETR4), ordinárias da Petrobras (BOV:PETR3) e ordinárias da Axia (BOV:AXIA3), com recuos de 0,95%, 1,08% e 0,84%. A Petrobras, estatal do setor de energia que atua em exploração, refino e distribuição de combustíveis, foi notícia após o Ibama autorizar a perfuração de mais três poços na Foz do Amazonas na Margem Equatorial. Por sua vez, a Axia atua na área de soluções de tecnologia, infraestrutura e serviços integrados. As negociações mais intensas do pregão concentraram-se nos papéis de alta liquidez. Além disso, no setor de educação, o BofA elevou preços-alvo da Vitru (NASDAQ:VTRU), YDUQS (BOV:YDUQ3), Ser Educacional (BOV:SEER3), Cruzeiro do Sul (BOV:CSED3) e Ânima (BOV:ANIM3), mantendo a Cogna (BOV:COGN3) neutra. Nos EUA, a JBS (NYSE:JBS) caiu 0,84% após falas de Donald Trump sobre concentração no setor frigorífico.

O mercado de juros futuros na B3 apresentou um alívio nas taxas nesta sexta-feira (04/09), operando em descompasso com o exterior. Enquanto os rendimentos das Treasuries nos EUA subiam impulsionados pelo forte relatório do Payroll, os vértices da curva de juros no Brasil encerraram a sessão regular com quedas de até 4,0 pontos-base. Houve uma inclinação suave na curva, onde os contratos de curta, média e longa duração apresentaram ajustes para baixo refletindo a leitura do mercado sobre o cenário político local e a percepção trazida pelo BofA de que há espaço para a continuidade do afrouxamento monetário. Entre os contratos de DI futuro (BMF:DI1FUT) que registraram as maiores variações e volume de negócios, os vencimentos intermediários e longos concentraram as principais oscilações do dia, em uma sessão de ajuste antes do feriado prolongado de 7 de setembro. No mercado de câmbio, o dólar futuro (BMF:DOLFUT) encerrou em alta de 0,54%, cotado a R$ 5,159, acompanhado pelo índice Dólar DXY (CCOM:DXY) global, que avançou 0,16%, aos 99,1 pontos, impulsionado pela moeda norte-americana frente ao par FX:USDBRL.

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