A Construtora Tenda divulgou prévia do primeiro trimestre de 2020 e informou que realizou vendas líquidas de R$ 439,7 milhões no período, um aumento de 8% sobre igual trimestre do ano passado. Embora já esperassem por um resultado mais fraco, a prévia decepcionou os analista do banco Credit Suisse.
As ações (BOV:TEND3) fecharam o dia praticamente estável (+0,5%) sendo cotada a R$ 22,29. No ano, a empresa tem forte desvalorização de 27,39%.
Com o foco em empreendimentos populares do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), a Tenda realizou apenas quatro lançamentos no período, sendo dois na Região Metropolitana de São Paulo, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 165,6 milhões, uma queda de 57,1% sobre o primeiro trimestre de 2019. A
Tenda informou que entregou 1.856 unidades no primeiro trimestre, um crescimento de 20,8% sobre igual período de 2019.
“Na nossa visão, a combinação entre sazonalidade e impactos da covid-19 foi o principal fator da queda acentuada no número de lançamentos”, afirmou o banco.
“Acreditamos que a expectativa anterior de crescimento em 10-15% está fora da jogada, dado que as incertezas na demanda continuam forçando a companhia a adiar a apresentação de mais empreendimentos”.
Segundo a construtora, o banco de terrenos atingiu R$ 10,56 bilhões em VGV no primeiro trimestre de 2020, uma expansão de 12,1% sobre igual período de 2019. A Tenda comentou que os lançamentos foram diretamente impactos pela epidemia do Covid-19, principalmente em março.
Os estandes de vendas foram completamente fechados e os corretores passaram a trabalhar em home office, mas as obras continuaram na maioria das cidades.
“O principal desafio a superar no processo de vendas tem sido na atração de novos interessados (leads), o que pode comprometer o volume de vendas”, comentou a empresa. A Tenda também afirmou que o fechamento dos cartórios e dos serviços municipais em várias cidades, por causa da epidemia, atrapalhou os lançamentos, cuja maioria estava concentrada para acontecer no final de março.
Segundo a empresa, o fato de dois dos quatro lançamentos terem sido feitos na região metropolitana de capital paulista, aumentou tanto o preço médio dos apartamentos como alavancou as vendas brutas, que avançaram 22,1% sobre o primeiro trimestre de 2019, para R$ 540,9 milhões. Os distratos avançaram 180,9% sobre o primeiro trimestre de 2019, para R$ 101 milhões no primeiro trimestre deste ano, saltando de 8,1% sobre as vendas brutas, no primeiro trimestre de 2019, para 18,7% no primeiro trimestre deste ano.

Recomendação do Credit Suisse JP Morgan

  Apesar do baixo desempenho nos primeiros meses do ano, a Tenda concentra uma boa posição de caixa e pouco risco de liquidez.
“Olhando para frente, a companhia deve adotar uma postura de espera, adiando lançamentos e tentando levantar os processos de vendas online”, conclui o Credit.
A recomendação para o papel é neutra, com preço-alvo em 12 meses de R$ 39. Considerando o último fechamento, o papel tem potencial de Upside de 75,91%.
O banco JP Morgan elevou a recomendação para Overweight, com preço-alvo em R$ 32,00 e potencial de Upside de 44,34%.
TENDA ON (BOV:TEND3)
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