A Eneva (BOV:ENEV3) informou nesta terça, 30, que analisa a possibilidade de formular nova proposta para combinação de negócios com a AES Tietê (BOV:TIET11). No entanto, ressaltou que não há qualquer definição acerca dos termos e condições de eventual proposta.

A afirmação ocorreu em um comunicado ao mercado nesta terça-feira onde faz um esclarecimento à Comissão de Valores Mobiliários após a notícia intitulada “De volta”, veiculada em coluna do jornal O Globo, no dia 28 junho.

Na coluna do jornalista Lauro Jardim é informado que a Eneva, que fez uma frustrada oferta hostil pela AES Tietê (BOV:TIET4) em março, não desistiu da transação e está estudando lançar uma nova oferta para comprar 100% da empresa. O valor deve girar em torno de R$ 8 bilhões, segundo a coluna.

Nesta terça após o pregão a Eneva destacou no comunicado que entende que uma combinação de negócios com a AES Tietê Energia (BOV:TIET3) resultaria numa plataforma eficiente de ativos de geração de energia complementares, com grande diferencial competitivo.

“Dito isto, desde o anúncio,tornado público pela AES Tietê, da decisão do BNDES Participações S.A. de contratar assessor financeiro para prospecção de potenciais interessados em adquirir sua participação na AES Tietê, a administração da companhia vem analisando a possibilidade de formular nova proposta para combinação de negócios com a AES Tietê. Todavia, não há, neste momento, qualquer definição acerca dos termos e condições de eventual proposta, nem tampouco qualquer decisão do Conselho de Administração quanto ao tema”, afirmou a Eneva.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu um processo competitivo para a venda de sua participação na AES Tietê. O BNDES tem, por meio do BNDESPar, 28,41% da companhia.

Eneva avalia uma incorporação com a Omega, segundo o Valor

Após uma tentativa frustrada de incorporar a concorrente AES Tietê, a geradora de energia Eneva continua em busca de ativos potenciais para crescer por meio de aquisição ou fusão. A Eneva teve conversa preliminar com a geradora de energia renovável Omega, avaliando uma potencial incorporação ou compra de controle, apurou o Valor. Mas este seria um plano B, uma vez que a companhia ainda não descartou um novo avanço sobre a Tietê, disseram as fontes.

Uma possível transação alternativa com a Omega se daria por acerto direto com o controlador da empresa. “A operação pode se dar por troca de ações e parte em dinheiro ou por aquisição efetiva, com venda de controle pela Tarpon à Eneva”, disse uma fonte. “Mas a conversa é bastante preliminar e pode não avançar”, complementou. A Tarpon é a maior acionista da Omega, com 48,92% – a gestora forma o grupo de controle com os 4,7% do fundo de participações LAMBDA3.

O plano alternativo se justifica porque, para a Eneva, a Tietê só faz sentido se a companhia conseguir comprar ou incorporar as ações detidas pela americana AES Corp – que tem a maioria das ações com direito a voto.

A Omega é dona de parques de energia eólica e hidrelétrica. A companhia tem valor de mercado atual de R$ 6,03 bilhões – muito próximo ao da AES Tietê, companhia que foi alvo de tentativa de incorporação da Eneva há dois meses. A AES Tietê é avaliada em bolsa em R$ 6,3 bilhões. A Eneva vale um pouco mais que o dobro, com valor de mercado de R$ 13,9 bilhões. Uma fonte lembra que seu diretor financeiro veio da Omega, com bom conhecimento sobre a empresa.

Procurada pelo Valor, a Eneva não comentou. A Tarpon disse que não comenta rumores de mercado. A Omega afirmou que “a informação não procede. A Omega tem dedicação exclusiva à geração de energias renováveis, não fazendo parte de seu objeto, mandato ou de seu plano de negócios investimentos em térmicas a gás ou a carvão.”

AES TIETÊ (BOV:TIET11)
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