O conselho de administração do Banco BTG Pactual aprovou a distribuição de proventos que serão distribuídos na forma de juros sobre capital próprio.

O  valor bruto por unit (BOV:BPAC11) é de R$ 0,589448112 e o valor líquido por unit referente aos juros sobre capital próprio é R$ 0,501030894.

O valor bruto por ação ordinária (BOV:BPAC3) ou ação preferencial (BOV:BPAC5) referente aos juros sobre capital próprio é de R$ 0,196482704. O valor líquido por ação ordinária ou ação preferencial referente aos juros sobre capital próprio é de R$ 0,167010298.

O comunicado foi feito nesta sexta-feira (17), após o fechamento do mercado. O banco vai divulgar os resultados do 2T20 no dia 11/08/2020.

Os proventos serão pagos aos acionistas que se encontrarem inscritos nos registros da companhia no final do dia 22 de julho de 2020.

As ações da companhia serão negociadas “ex-direitos” a partir de 23 de julho de 2020, inclusive. O pagamento dos juros sobre capital próprio ocorrerá em até 31 de julho de 2020.

BTG esclarece informações sobre EQI Investimentos

O BTG também prestou esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários após a notícia no portal Brazil Journal sobre a EQI investimentos.

O BTG Pactual afirmou que realizou uma proposta aceita pela EQI Investimentos para que esta passe a ser sua contratada como agente autônomo.

“A proposta prevê que o BTG Pactual apoiará o projeto da EQI de atuar – após a obtenção das aprovações regulatórias aplicáveis – como uma corretora de valores mobiliários”, destacou o Banco.

Ainda de acordo com o comunicado do BTG, a EQI informou ao grupo XP de sua decisão, mas, nos termos dos contratos vigentes, se manterá vinculada à XP pelo prazo contratual de 60 dias.

O Banco esclareceu também que transações envolvendo agentes autônomos de investimentos representam “negócios corriqueiros” pelo BTG Pactual.

EQI + BTG — e o que muda para a XP

O Brazil Journal publicou uma matéria informando sobre a troca da XP para BTG pela empresa EQI Investimentos.

A EQI Investimentos, que administra R$ 9,5 bilhões a partir de sua sede em Balneário Camboriú, notificou a XP de que pretende encerrar o relacionamento daqui a 60 dias, o prazo contratual exigido.

Quando este período acabar, a EQI se tornará um agente autônomo do BTG, mas começará os procedimentos para se tornar uma corretora, na qual o BTG deverá ter 49,9%. Os sócios da EQI terão o controle. Carlos Fonseca, um ex-executivo do BTG que ajudou a desenhar a operação, participará da sociedade por meio de sua gestora Galápagos.

Além de participar da corretora, o BTG vai fornecer toda a infraestrutura como ‘white label’ — uma espéce de ‘back office as a service’ — inaugurando um novo tipo de negócio para o banco de André Esteves.

O acordo permite aos sócios da EQI criar valor de franquia, ficar ‘donos’ da relação com os clientes e ainda botar uma grana (não revelada) no bolso.

Para a XP, o dano no curto prazo parece limitado. Os R$ 10 bilhões da EQI representam apenas 2% dos R$ 500 bilhões que a corretora tem sob custódia. Além disso, segundo fontes da empresa, os agentes autônomos que já deixaram a plataforma conseguiram levar uma parte pequena dos clientes, tanto por conta da burocracia inerente à migração quanto pela ampla oferta de produtos que já existe na XP.

Até hoje, 22 escritórios deixaram a XP.

O BTG parece ganhar de três formas: a valorização de seu equity na corretora (que vai apreciar na medida em que a EQI crescer), a receita do ‘back office as a service’ e o fortalecimento de sua plataforma de distribuição, inclusive na originação de negócios para o seu banco de investimento.

BTG PACTUAL PNA (BOV:BPAC5)
Gráfico Histórico do Ativo
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BTG PACTUAL PNA (BOV:BPAC5)
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