A agência de classificação de riscos S&P Global Ratings rebaixou o rating em escala nacional da Iochpe-Maxion (BOV:MYPK3) de “brAAA” para “brAA+”, diante da expectativa de aumento da alavancagem financeira em meio à recuperação do setor automotivo. A perspectiva da nota é negativa.

A S&P citou que a empresa levantou novas linhas de crédito de aproximadamente R$ 1,8 bilhão no primeiro semestre para fortalecer sua liquidez em meio à crise da covid-19. Segundo ela, o montante deve ser suficiente para absorver a queima de caixa, afetada sobretudo por altos estoques com baixa produção.

Com isso, a liquidez da empresa permanecerá pressionada até que consiga refinanciar seus significativos vencimentos de curto prazo.

A expectativa é de que a empresa atinja este ano um pico de alavancagem, com a relação entre a dívida e o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) chegando a 8,5 vezes. Segundo a S&P, isto acontecerá por conta da baixa geração de Ebitda, em meio à forte desaceleração da indústria, somada às novas dívidas contratadas no período.

A perspectiva negativa do rating da Iochpe-Maxion reflete as incertezas para a indústria automobilística devido à pandemia e à desaceleração econômica global, que pode atrasar o aumento na geração de caixa da empresa até 2021, segundo a S&P.

Prejuízo no 2T20

Iochpe-Maxion registrou, no segundo trimestre, um prejuízo de R$ 352,3 milhões, revertendo o lucro de R$ 110,4 milhões apurado no mesmo período de 2019, com a pandemia reduzindo a demanda por seus produtos, além dos efeitos de reestruturações e baixa contábil. A empresa destacou que a variação cambial teve efeito positivo na receita operacional em R$ 257 milhões.

Os resultados da Iochpe-Maxion  referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 13/08/2020.