A Engie (BOV:EGIE3) foi intimada de decisão liminar, que suspende a execução das obras dos grupos 1 e 2 do Sistema de Transmissão Gralha Azul. “Com isso, foram suspensos os trabalhos nestes dois circuitos”, informa.

O comunicado foi feito pela empresa nesta quarta-feira (21). Gralha Azul Transmissão de Energia é uma empresa controlada pela Engie.

Houve o ajuizamento da Ação Civil Pública (ACP) e deferimento de pedido liminar, em desfavor da Gralha Azul Transmissão de Energia, controlada pela Engie.

A Engie ainda não havia sido intimada sobre a decisão liminar, mas “prestou os devidos esclarecimentos sobre o mérito da ACP”, disse em comunicado ao mercado.

A ACP é sobre o licenciamento ambiental de determinadas linhas que compõem o Sistema de Transmissão Gralha Azul.

Segundo a empresa, ela fez os “devidos esclarecimentos” a respeito da regularidade do licenciamento ambiental conduzido.

Além disso, destacou “os esforços” tomados para demonstrar ao Poder Judiciário a legalidade do processo.

Todavia, a empresa promete empenhar “todos os esforços cabíveis para suspender a referida liminar, e buscar a continuidade das obras”.

No dia 14 de outubro, a empresa prestou esclarecimento à B3 sobre a notícia veiculada pelo jornal Valor Econômico sob o título “Projeto da Engie no PR é suspenso na Justiça”.

Na reportagem consta, entre outras informações, que o projeto “Gralha Azul”, com investimentos de R$ 2 bilhões, foi paralisado por uma liminar concedida pela Justiça do Paraná, depois de ONGs terem movido uma ação civil pública questionando a validade dos estudos de impacto ambiental das linhas que passariam por áreas sensíveis e protegidas.

Segunda ACP

Além disso, a Engie recebeu citação de uma segunda ACP, que também questiona o licenciamento ambiental do projeto.

Dessa vez, o processo judicial foi ajuizado pelo Ministério Público Federal e Estadual do Paraná.

Os réus também são Gralha Azul, IAT (Instituto Água e Terra, órgão estadual do Paraná, que conduz os licenciamentos) e o IBAMA.

Entretanto, a empresa esclarece que, “ao longo de mais de 2 anos, o processo de licenciamento ambiental do Gralha Azul foi conduzido de forma rígida e transparente pelo IAT, e contou com a anuência de diversos órgãos intervenientes, como IPHAN, Funai, Fundação Cultural Palmares, Prefeituras Municipais, e outros”.

A companhia diz que “realizou esforços adicionais e voluntários para reduzir ao máximo possível a necessidade de supressão de vegetação” local.

Novo CEO a partir de 2021

A francesa Engie nomeou uma executiva do setor de serviços de petróleo para executar sua estratégia de redirecionamento para energia renovável e redes.

A Engie disse em um comunicado no inicio do mês que nomeou a executiva Catherine MacGregor, da empresa franco-americana de serviços petrolíferos TechnipFMC como nova CEO a partir de 1º de janeiro de 2021.

VISÃO DO MERCADO

Safra

Segundo a equipe de analistas do Safra, a empresa tem a seu favor o histórico de boa qualidade nas entregas dos projetos, sendo muitos deles voltados para o segmento de energias renováveis.

“Na nossa visão, a Engie seria capaz de construir uma forte defesa legal e retomar à construção do Gralha Azul”, afirmou Daniel Travitzky, autor do relatório divulgado pelo banco nesta quinta-feira (22).

“A Engie é uma das maiores operadoras de energia elétrica no Brasil, e recentemente entrou no mercado de gasodutos, colocando-a em uma boa posição para aproveitar as oportunidades de crescimento de longo prazo”, resumiu Travitzky.

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