A CVC Corp  prejuízo líquido das operações no Brasil de R$ 172,2 milhões no 3º trimestre deste ano, frente a um lucro líquido de R$ 5,5 milhões no 3 trimestre de 2019 pro forma, fortemente impactado pela queda na receita líquida decorrente da pandemia de covid-19.

Os resultados da CVC (BOV:CVCB3) referente a suas operações do terceiro trimestre de 2020, foram divulgados com atraso no dia 16/11/2020.

O Ebtida ajustado – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – foi negativo em R$ 97,7 milhões no 3º trimestre de 2020, comparado a R$ 172,9 milhões no 3º trimestre de 2019 pro forma. A redução no Ebitda Ajustado no trimestre é resultado principalmente da queda de 85,7% da receita líquida resultante dos efeitos da pandemia.

A receita líquida das operações do Brasil caiu 85,7% no 3 trimestre de 2020 em comparação ao 3º trimestre de 2019 pro forma, totalizando R$ 56,9 milhões em linha com a queda das reservas totais. O take-rate (margem) consolidado se manteve estável comparado ao 3 trimestre de 2019 pro forma.

Outras informações do Balanço 

O resultado da companhia foi impactado também por itens não recorrentes relacionados à pandemia, consultorias e outros que, juntos, somaram R$ 31,7 milhões. Ajustado por esses efeitos, o resultado do 3 trimestre de 2020 seria um prejuízo de R$ 142,6 milhões.

As despesas operacionais recorrentes totalizaram R$ 154,7 milhões no 3º trimestre deste ano, 31,8% menor do que o montante registrado no 3 trimestre de 2019 pro forma, devido à queda da receita decorrente da pandemia.

A CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens é uma das maiores operadoras de turismo na América Latina. A companhia concentra suas atividades nos segmentos de viagens de lazer, corporativas e de intercâmbio. A empresa possui valor de mercado de R$ 2,83 bilhões. Confira a Análise completa da empresa com informações exclusivas.

Teleconferência

O presidente da empresa de turismo CVC, Leonel Andrade, disse em teleconferência com analistas, ter “a cada dia a certeza de que o pior já passou”. Ainda com reflexos da pandemia, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 212 milhões no terceiro trimestre e queda de 87% da receita líquida, para R$ 62 milhões.

Apesar do resultado adverso, Andrade destacou que a operação segue dando sinais de retomada, em especial no Brasil. “Nosso foco segue sendo a margem, o ‘take rate’ [margem] no Brasil está melhor e o da empresa ainda tem impactos da Argentina, que teve mais fechamentos por causa da pandemia”.

Andrade argumenta, ainda, que o turismo doméstico tem se recuperado mais rápido do que o esperado e diz que as margens devem melhorar e a receita crescer conforme os embarques aumentem. Hoje, por causa da pandemia, a empresa ainda opera com muito mais reservas do que embarques.

O executivo acrescentou que a CVC tem conseguido melhora na formação dos preços, que tem se modernizado com uso de ferramentas de análise de dados. Outro destaque foi a divisão de vendas B2B, ou seja, para outras empresas de turismo. “Estamos crescendo no B2B e com concorrência mais fragilizada estamos ganhando ‘share’ [participação de mercado].”

A geração de caixa de R$ 1,2 bilhão foi destacada pelo diretor financeiro da CVC, Maurício Montilha. De acordo com ele, a empresa tem grande capacidade de honrar os compromissos com fornecedores e clientes. Ele também afirmou que a empresa tem adotado políticas de crédito mais conservadoras para o financiamento próprio de viagens.

A companhia está na fase final de renegociação de suas dívidas, de acordo com Montilha. O executivo destacou as conversas com os debenturistas. A CVC espera obter os “waivers” (isenção) e repactuamento da dívida, adiando os vencimentos para 2022 ou 2023.


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