A agência de classificação de risco Fitch, uma das maiores do mundo, informou que o risco político está presente na Sanepar devido ao controle público da companhia, com possíveis alterações na administração e em sua estratégia de negócios.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:SAPR3) (BOV:SAPR4) (BOV:SAPR11) na sexta-feira (22). Confira o documento na íntegra.

A Fitch afirmou que recentes decisões, pelo regulador local, referentes à postergação do aumento tarifário já reconhecido impõem maiores incertezas sobre os próximos reajustes de tarifas.

“A continuidade de uma política tarifária que penalize a geração de caixa da Sanepar será considerada pela Fitch como aumento do risco político não incorporado e deverá pressionar os ratings da companhia”.

A polêmica revisão tarifária pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná levou vários bancos a rebaixar a companhia.

O Bradesco BBI reduziu a recomendação para a unit de “neutra” para “underperform” (estimativa de desempenho abaixo da média do mercado), com preço-alvo de R$ 22.

No começo do mês o banco suíço Credit Suisse reduziu a recomendação para as units da Sanepar de “neutra” para “underperform”, além de diminuir o preço-alvo de doze meses de R$ 29,30 para R$ 27,10.

A Fitch atribuiu o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA(bra)’ à proposta de 11ª emissão de debêntures da Companhia de Saneamento do Paraná, no montante de até 500 milhões e com vencimento final em 2031.

Os recursos da proposta de emissão serão destinados ao complemento do plano de investimentos da companhia.

A agência classifica a Sanepar com o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA(bra)’. A perspectiva é “estável”.

Segundo a Fitch, a classificação se apoia no baixo risco das operações da companhia no setor de saneamento básico brasileiro e em seus sólidos perfis de negócios e financeiro, caracterizados por baixa alavancagem e saudável posição de liquidez.

“A empresa se beneficia da posição quase monopolista na prestação de serviços de fornecimento de água tratada e de coleta e tratamento de esgoto em sua área de atuação, que compreende parte do Estado do Paraná e um município de Santa Catarina. Sua geração de caixa operacional se favorece de resiliência e previsibilidade da demanda maiores que as de outros setores da economia em cenários macroeconômicos adversos”, avaliou no relatório.

Segundo a Fitch, o Ebitda da Sanepar deve permanecer robusto. “O cenário-base da Fitch não considera alterações significativas na capacidade de geração operacional de caixa da Sanepar por perda de contratos de operação ou por reajustes negativos de tarifa”, afirmou.

O cenário-base da Fitch considera a normalização do abastecimento em 2021, bem como o aumento do Ebitda da Sanepar para R$ 2,1 bilhões e margem estável.

Lucro líquido de R$ 164,5 milhões, queda de 33% com receita menor

Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) encerrou o terceiro trimestre de 2020 com um lucro líquido de R$ 164,58 milhões, uma queda de 33% em relação aos R$ 243,64 milhões do mesmo período de 2019. O resultado teve impacto da combinação de queda de receita e alta de 10% nos custos e despesas operacionais.

Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – caiu 19%, para R$ 392,2 milhões, com a margem recuando de 41% para 33,6%.

SANEPAR ON (BOV:SAPR3)
Gráfico Histórico do Ativo
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