A Taesa apresentou crescimento de 104,6% no lucro em relação ao ano anterior, num total de R$ 2,26 bilhões. Esse foi o primeiro resultado anual divulgado pela nova diretoria da companhia, que assumiu em novembro do ano passado.

Os resultados da Taesa (BOV:TAEE3) (BOV:TAEE4) (BOV:TAEE11) referentes suas operações do quarto trimestre de 2020 foram divulgados no dia 03/03/2021. Confira o Press Release completo!

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020. Confira a cobertura completa de todos os balanços referente ao ano de 2020 das empresas negociadas na B3.

As receitas anuais da companhia em 2020 foram de R$ 3,56 bilhões, aumento de 93,5% sobre 2019.

Segundo o presidente da companhia, André Moreira, a entrada em operação de novos projetos e a indexação dos contratos ao Índice Geral de Preços (IGP-M) contribuíram para os números apresentados no ano.

“Há um impacto também do trabalho, com eficiência, buscando uma excelência operacional, o que ajudou a conter impactos como a pandemia, por exemplo. São resultados muito interessante que têm nos permitido fazer uma distribuição de dividendos bastante importante para os acionistas”, comentou o executivo.

4T20

A companhia de transmissão de energia Taesa registrou lucro de R$ 829 milhões no quarto trimestre de 2020, aumento de 194,7% em relação aos resultados do último trimestre de 2019.

O Ebitda – lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização – foi de R$ 302 milhões, crescimento de 17% em relação ao quarto trimestre de 2019.

As receitas do grupo nos últimos quatro meses do ano ficaram em R$ 1,17 bilhão, alta de 148,5% na comparação anual.

Dividendos

O Conselho de Administração da Taesa aprovou o montante de R$ 561.943.908,97 a título de dividendos, sendo R$ 105,9 milhões a título de dividendos mínimos obrigatórios remanescentes e R$ 456 milhões a título de dividendos adicionais.

“Isso nos deixa em uma posição bastante favorável em termos de distribuição de dividendos dentro do mercado acionário brasileiro. Estamos falando de uma taxa de retorno de 15,3%, é bastante relevante, nas principais empresas distribuidoras de dividendos a taxa normalmente transita entre 9% e 10%”, acrescenta o presidente.

Plano de negócios até 2030

A companhia de transmissão de energia Taesa prepara um plano de negócios que prevê a expansão da atuação da companhia até 2030 por meio da participação nos leilões de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de fusões e aquisições de projetos já outorgados.

De acordo com o presidente da companhia, André Moreira, a ideia é manter, nos próximos anos, investimentos similares aos de 2020, que somaram R$ 1,5 bilhão.

“Queremos continuar investindo e ter acesso a novas concessões, através de fusões e aquisições ou leilões, o plano prevê este tipo de investimento. Tendo condições favoráveis, vamos continuar investindo, mas leilão tem muito a ver com competição. Os projetos de fusões e aquisições hoje também são praticamente tão competitivos, e algumas vezes até mais, do que os próprios leilões”, diz Moreira.

A empresa considera oportunidades em todas as regiões do país e já começou a estudar todos os cinco lotes de projetos de transmissão que vão estar disponíveis no próximo leilão da Aneel, previsto para junho. A agência também deve realizar um segundo leilão este ano, em dezembro.

Segundo Moreira, a competição acirrada vista nos últimos leilões, com participação de grupos consolidados do setor de energia e novos entrantes, como empresas da construção civil, por exemplo, deve se manter. Por outro lado, o executivo acredita numa menor participação de fundos de investimentos nos certames.

“Nós vamos competir até o nosso limite, queremos manter um nível de rentabilidade adequado para a companhia. Os leilões vão continuar sendo extremamente competitivos, sem dúvida nenhuma”, comenta.

Atualmente, a Taesa tem 39 concessões de transmissão, das quais seis estão em construção. Ao todo, a companhia opera ou tem participação em 13.576 quilômetros de linhas de transmissão. Além do crescimento, os planos da Taesa para a década incluem também metas de sustentabilidade e ampliação da diversidade no quadro de funcionários da empresa. “Incluir minorias não é simplesmente estabelecer uma cota, queremos trabalhar bem isso, acolher as pessoas, dar todo o suporte, preparar a liderança”, afirma o presidente.

Teleconferência

Executivos da Taesa disseram durante a teleconferência que a empresa está com nível de endividamento adequado e pretende seguir perseguindo novos investimentos enquanto distribui dividendos significativos para os acionistas.

A empresa, controlada pela estatal mineira Cemig e o grupo colombiano Isa, encerrou 2020 com alavancagem financeira de 3,8 vezes, se considerada a relação entre dívida líquida e geração de caixa operacional (Ebitda). No primeiro trimestre de 2020 esse nível era de 3 vezes.

“Esse perfil de dívida é adequado à Taesa, visto que temos um nível de custo financeiro baixo e prazo longo. Então não temos nenhuma dificuldade de manter esse endividamento e esse nível de estrutura de capital”, disse o diretor financeiro, Erik Breyer.

“Até costumo dizer aqui na Taesa que é até o contrário, nosso desafio é manter o nível de alavancagem alto, através da obtenção de boas oportunidades de investimento. Essa alavancagem, se a gente não conseguir um uso adequado dentro da companhia (para o caixa gerado) ela rapidamente cai, cai muito rápido, em função do fluxo de caixa contínuo que temos.”

O diretor destacou ainda que a Taesa pretende manter elevado nível de distribuição de proventos, entre 50% e 100% dos lucros, embora não tenha estabelecido uma política de dividendos bem definida.

“Discutimos muito no planejamento estratégico se íamos construir uma métrica… e a gente viu que o melhor para maximização de valor das ações é a gente deliberar conforme o momento”, acrescentou Breyer.

“Nossa missão é buscar crescimento e geração de valor. Pagar ao menos de 50% a 100%, baseado nas expectativas que a gente tem de ter um bom uso do recurso ou não. Sendo sempre uma ‘cash-cow’, uma empresa muito pagadora de dividendo.”

VISÃO DO MERCADO

Credit Suisse

O Credit Suisse destacou que a receita líquida ficou abaixo da expectativa devido a despesas financeiras maiores. O faturamento cresceu 12,8% na comparação anual, 0,4% acima da estimativa do Credit.

Os custos totais administráveis, excluindo depreciação, ficaram estáveis na comparação anual, com queda de 0,4%, mas ficaram 24,7% acima da estimativa do Credit, devido a maiores custos com pessoal e serviços de outras empresas. As margens de 78,9% ficaram abaixo da expectativa do Credit, de 83%.

Credit Suisse mantém avaliação neutra para a empresa, com preço-alvo de R$ 29,70.

Pensando em investir na Taesa?

Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. – TAESA – é um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil em termos de Receita Anual Permitida (RAP). A empresa é exclusivamente dedicada à construção, operação e manutenção de ativos de transmissão, com 11.062 km de linhas em operação e 2.514 km de linhas em construção, totalizando 13.576 km de extensão e 97 subestações.

Além disso, possui ativos em operação com nível de tensão entre 230 e 525kV, presença em todas as 5 Regiões do país (18 Estados e o Distrito Federal) e um Centro de Operação e Controle localizado em Brasília. Atualmente a TAESA detém 39 concessões de transmissão: (i) 10 concessões que compõem a empresa holding (TSN, Novatrans, ETEO, GTESA, PATESA, Munirah, NTE, STE, ATE e ATE II); (ii) 10 investidas integrais (Brasnorte, ATE III, São Gotardo, Mariana, Miracema, Janaúba, Sant’Ana, São João, São Pedro e Lagoa Nova); e (iii) 19 participações (ETAU, Transmineiras e os Grupos AIE e TBE).

→ A Taesa é uma empresa brasileira do setor de energia elétrica. É a antiga Terna Participações. Confira a análise completa da empresa com informações exclusivas.

Governança Corporativa

Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A – TAESA – foi registrada na Bolsa de Valores de São Paulo (“B3”), Brasil, no dia 06/09/2006, no Nível 2 de Governança Corporativa. Suas ações são negociadas na B3 sob os códigos TAEE3 (ações ordinárias – ON), TAEE4 (ações preferenciais – PN) e TAEE11 (1 Unit = 1 ON + 2 PN). O controle acionário da TAESA é exercido pela Companhia Energética de Minas Gerais (“CEMIG”) e ISA Investimentos e Participações do Brasil S.A. (“ISA Brasil”), havendo acordo de acionistas entre os controladores, com participação de 63% no capital votante.

Composição Acionária

Acionista Qtde. Ações Ordinárias % ON Qtde. Ações Preferenciais % PN Qtde. Total de Ações % Total
CEMIG 218.370.005 36,97 5.646.184 1,28 224.016.189 21,68
ISA Brasil 153.775.790 26,03 153.775.790 14,88
Mercado 218.568.274 37,00 437.136.468 98,72 655.704.742 63,45
Total 590.714.069 100,00 442.782.652 100,00 1.033.496.721 100,00

OBS: Da composição acima mencionada: (i) a CEMIG detém 215.546.913 ações ordinárias e 2.823.092 Units (não considerado no acordo de acionistas); (ii) a ISA Brasil detém 153.775.790 ações ordinárias; e (iii) o Mercado detém um total de 655.704.742 ações, onde em 31/07/2020, formavam 214.861.090 Units, 3.126.380 ordinárias e 7.414.288 preferenciais.

Desempenho da empresa na B3

No último ano, as ações da Taesa oscilaram entre a mínima de R$ 24,00 e a máxima de R$34,37. No último pregão antes da divulgação do resultado do 4T20, a empresa fechou em alta de 0,75%, negociada a R$ 30,75.

Confira o histórico da Taesa (TAEE11)

Período Abertura Máxima Mínima Preço Médio Vol Médio Variação Variação %
1 Semana 31,45 31,65 29,82 30,59 3.008.000 -0,70 -2,23%
1 Mês 33,30 33,70 29,82 31,64 2.269.417 -2,55 -7,66%
3 Meses 33,34 34,37 29,82 32,61 2.284.892 -2,59 -7,77%
6 Meses 28,67 34,37 27,70 30,92 2.727.580 2,08 7,25%
1 Ano 30,42 34,37 24,00 29,36 2.836.014 0,33 1,08%
3 Anos 20,83 34,37 17,95 26,72 2.092.599 9,92 47,62%
5 Anos 18,23 34,37 17,54 24,94 1.883.227 12,52 68,68%
* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

 

TAESA (BOV:TAEE11)
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