A Biomm, pioneira no setor de biomedicamentos no Brasil, reportou um prejuízo consolidado no ano de 2020 de R$ 70,767 milhões, alta de 27% sobre o prejuízo de 2019 de R$ 55,812 milhões.

Os resultados da Biomm (BOV:BIOM3) referentes suas operações do quarto trimestre de 2020 foram divulgados no dia 26/03/2021. Confira o Press Release completo!

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020. Confira a cobertura completa de todos os balanços referente ao ano de 2020 das empresas negociadas na B3.

A empresa registrou crescimento de 5,5 vezes da sua receita líquida, alcançando a marca de R$ 58,6 milhões em 2020, ante R﹩ 8,9 milhões em 2019, em seu primeiro ano completo de vendas. 

Segundo a companhia, esse expressivo aumento se deve ao início da comercialização de medicamentos a partir de novembro de 2019, com o início das vendas do Herzuma, medicamento oncológico usado no tratamento do câncer de mama.

O Ebitda consolidado foi negativo em R$ 45,080 milhões em 2020 contra R$ 47,994 milhões em 2019, apresentando uma elevação de 6% na comparação com o ano de 2019. 

O endividamento líquido caiu 12,8%, de R$ 35,7 milhões, em 2019, para R$ 31,1 milhões, no ano de 2020. 

Ainda no ano passado, a companhia investiu em sua força de vendas, com recursos destinados às áreas de marketing e propaganda. Além disso, contou também com despesas regulatórias e de licenciamento de medicamentos juntos as empresas parceiras. Estes investimentos resultaram no aumento das despesas operacionais, (R$ 69,5 milhões no ano de 2020 ante R$ 53,1 milhões em 2019, o que representa um aumento de 31%) o que permitiu aumento de 556% nas vendas de 2020.

O ano de 2020 também marca a entrada da Biomm no mercado de insulinas brasileiro, com a comercialização do Wosulin, insulina humana, e da inalável Afrezza. Além disso, foi o primeiro período completo de vendas do Herzuma, medicamento oncológico usado no tratamento de câncer de mama. A companhia alcançou market share de 11% e 3,3% para a linha de produtos Herzuma e Wosulin, respectivamente.

“Ainda que pese todos os desafios e incertezas impostos pela pandemia, bem como a desvalorização cambial do real frente ao dólar, que aumentaram os custos dos medicamentos e despesas financeiras, é importante destacar que a Biomm cresceu e incrementou suas operações em 2020, seguindo a expansão das suas atividades”, afirma o CEO Heraldo Marchezini.

A Biomm firmou ainda parcerias importantes visando a ampliação do seu portfólio de produtos biológicos e a continuação do seu projeto de expansão e crescimento no mercado brasileiro de biotecnologia.

Os principais destaques do ano passado foram:

• Aprovação do registro de preços da Afrezza, insulina inalável, e início das vendas em janeiro de 2020;

• Aprovação do preço do Wosulin e início da sua comercialização e distribuição com apresentação NPH e regular em todo o Brasil, no segundo trimestre;

Celebração do acordo de exclusividade de licenciamento, fornecimento, comercialização e distribuição do Ghemaxan junto à empresa italiana Chemi, em abril e aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) no Brasil em setembro de 2020. O biomedicamento é indicado na profilaxia e tratamento da trombose venosa profunda (TVP), assim como da angina instável e, também, amplamente utilizado no tratamento da Covid-19;

• Obtenção do pós-registro do Glargilin (glargina), em maio de 2020, com objetivo de ampliar o acesso à insulina a 16,8 milhões de pacientes no país;

• Formalização de acordo de exclusividade de licenciamento, fornecimento, comercialização e distribuição, em todo o Brasil, do medicamento biossimilar Teriparatida, indicado para o tratamento da osteoporose, junto à empresa Enzene Biosciences Limited (“Enzene”), em novembro de 2020;

• Celebração de acordo de exclusividade para o licenciamento, fornecimento, comercialização e distribuição em todo território nacional, do medicamento biológico Bevacizumabe, usado no tratamento de diferentes tipos de câncer, em dezembro de 2020, junto à biofarmacêutica chinesa Bio-Thera;

• Crescimento consistente do volume de vendas e da receita líquida da companhia, trimestre após trimestre ao longo do ano.

A companhia busca a consolidação no mercado de biomedicamentos com soluções principalmente nas áreas de oncologia, diabetes e anticoagulantes, além de outros mercados como o de osteoporose.

A fábrica da Biomm em Nova Lima (MG) segue se preparando para cumprir os requisitos necessários para aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A unidade foi construída com o objetivo de proporcionar ao Brasil independência produtiva de medicamentos de alta tecnologia, como análogos de insulina e outros medicamentos biológicos.

Pensando em investir na Biomm?

A Biomm S.A. é uma empresa biofarmacêutica especializada em medicamentos biológicos. Possui uma fábrica em Nova Lima, Minas Gerais, e contabiliza mais de 20 patentes. Foi criada em 2001, como uma cisão da Biobras, adquirida em 2001 pela Dinamarquesa Novo Nordisk.

Fundada em 1970, a Biobrás foi pioneira no Brasil em biotecnologia farmacêutica. Ainda no final dos anos 1970, a empresa começou a fabricar insulina, com aprovação da FDA (Agência regulatória dos EUA).

Nos anos 1980 e 1990 a Biobrás desenvolveu sua tecnologia de produção de insulina humana recombinante; e sua propriedade intelectual. Conquistou novos mercados, exportando produtos farmacêuticos para mais de 20 países na Europa, Américas e Ásia.

Em 2001 a Biobrás foi cindida com a criação da Biomm. Para a Biomm foram transferidos os principais pesquisadores, o know-how de produção de insulina e outros biofarmacêuticos, além de patentes.

Em 2014 a Biomm fechou acordos com 2 laboratórios internacionais: Gan&Lee (China) e Bioton (Polônia). O objetivo foi a representação de medicamentos para o tratamento do diabetes. Em 2016 investiu R$330 milhões para construção de fábrica em Nova Lima.

Em 2017 fechou mais dois acordos com laboratórios estrangeiros. Um foi o MannKind Corporation, para a representação de medicamento com ação rápida para o tratamento do diabetes. Outro foi com a sul-coreana Celltrion Healthcare, para tratamentos oncológicos.

Em 2018 a Anvisa aprovou o Glargilin (insulina glargina), um análogo de insulina de longa duração da Biomm. Em 2019 a Anvisa aprovou o Herzuma (trastuzumabe) e Afrezza (insulina humana em pó para inalação).

→ A BIOMM é um spin off da Biobras adquirida pela Dinamarquesa Novo Nordisk. A empresa é especializada no desenvolvimento de medicamentos biológicos e possui R$ 1,06 bilhão de valor de mercado. Confira a Análise completa da empresa com informações exclusivas.

Governança Corporativa

A Biomm é listada na BM&F-BOVESPA (Bovespa+) – BIOM3, e conta com práticas de governança corporativa moldadas nos melhores critérios de transparência, controle e tomada de decisão utilizados pelo mercado.

Composição Acionária

ACIONISTA AÇOES PART
TMG 10.414.760 15,38%
BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO – BNDES 5.842.589 8,63%
LAB FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES INVESTIMENTO NO EXTERIOR 5.701.500 8,42%
W. MARES GUIA 4.212.395 6,22%
BANCO DE DESENVOLVIMENTO DE MINAS GERAIS – BDMG 4.043.845 5,97%
CITISSIMO DO BRASIL PARTICIPAÇÕES LTDA 3.292.428 4,86%
ITALO GAETANI 2.912.323 4,30%
CAYUGA PARK QVT LLC 2.852.981 4,21%
EMVEST EMRICH INV LTDA 2.632.262 3,89%
SAMOS PARTICIPAÇÕES LTDA 2.533.336 3,74%
Outros 23.277.833 34,38%
Total 67.716.252 100,0%

Desempenho da empresa na B3

No último ano, as ações da Biomm oscilaram entre a mínima de R$ 9,05 e a máxima de R$ 29,00. No último pregão antes da divulgação do resultado do 4T20, a empresa fechou em alta de 2,63%, negociada a R$ 16,02.

Confira o histórico da Biomm (BIOM3)

Período Abertura Máxima Mínima Preço Méd. Vol Méd. Variação Variação %
1 Semana 15,16 16,41 14,93 15,63 15.700 1,05 6,93%
1 Mês 14,94 16,41 14,51 15,20 11.148 1,27 8,5%
3 Meses 16,40 16,74 14,40 15,47 17.296 -0,19 -1,16%
6 Meses 16,80 18,50 14,40 16,26 24.042 -0,59 -3,51%
1 Ano 9,93 29,00 9,05 17,36 36.720 6,28 63,24%
3 Anos 7,10 29,00 5,55 13,09 27.498 9,11 128,31%
5 Anos 6,10 29,00 5,55 12,68 20.562 10,11 165,74%
* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters
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Gráfico Histórico do Ativo
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