O Carrefour (BOV:CRFB3) já fechou acordos de indenização para oito familiares de João Alberto Freitas, morto em Porto Alegre em 2020 por seguranças da rede.

Todos os quatro filhos, a enteada e a neta, além do pai e da irmã dele, já acertaram os valores a receber por danos morais ou materiais pelo crime brutal. Os maiores de idade já inclusive receberam o dinheiro que chega, em alguns casos, a 900.000 reais. Os menores só aguardam homologação do Ministério Público, trâmite obrigatório por lei.

O Carrefour não abre os valores por confidencialidade pedida pelos familiares, mas há nas propostas o pagamento vitalício de salários e direito de compra nos mercados.

A única a não fechar acordo é a viúva de João Alberto. A questão deve começar a tramitar na Justiça. Pouco depois da morte de João Alberto, uma assistente social passou a estar 24 horas por dia acompanhando os familiares, e arcando com despesas do dia a dia.

Em paralelo aos acordos com a família, o Carrefour está negociando junto ao Ministério Público do Rio Grande do Sul uma indenização por danos morais coletivos, que acontecerá por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta.

A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul entrou com uma ação coletiva contra o Carrefour Brasil cobrando uma indenização de R$ 200 milhões.

Combater o racismo é um tema que precisa ser prioridade de todos e o Carrefour entende que precisa desempenhar um papel importante neste contexto. Desde a morte de João Alberto, o Carrefour assumiu 8 compromissos com mais de 50 iniciativas públicas para o combate à discriminação e inclusão de negros e negras, como forma de contribuir para o enfrentamento do racismo no Brasil. Para subsidiar estes compromissos, foi criado um Fundo de Diversidade cujos recursos serão destinado a ações de impacto na sociedade, previstas nos compromissos divulgados.

Relembre o caso

Na noite do dia 19 de novembro de 2020, véspera do Dia da Consciência Negra, celebrado hoje (20), um homem negro, de 40 anos de idade, foi espancado no supermercado Carrefour, em um bairro da zona norte de Porto Alegre. Os agressores, um segurança do local e um policial militar temporário fora de serviço (exerce apenas atividades administrativas e de guarda), foram presos em flagrante e podem ser enquadrados no crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Tudo aconteceu quando a vítima, identificada como João Alberto Silveira Freitas, teria discutido com a caixa do estabelecimento. Ele foi conduzido pelo segurança da loja até o estacionamento onde começaram as agressões. Um vídeo que mostra a cena circula nas redes sociais.

Dias depois do ocorrido, o Carrefour anunciou um fundo de R$ 25 milhões para promoção da inclusão racial e combate ao racismo e um  plano de ação para os trabalhos realizados com esse fundo.  De acordo com o Carrefour, “As iniciativas compreenderão ações internas e projetos de âmbito externo, visando promover ações que envolvam seus milhares de colaboradores e também seus públicos externos”.

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