O ex-presidente da Braskem Jose Carlos Grubisich se apresentou na quinta como culpado de envolvimento no que promotores dos Estados Unidos chamaram de esquema de propina de 13 anos organizado pela controladora Odebrecht.

Grubisich admitiu envolvimento em um tribunal federal de Nova York em acusação de conspirar para violar legislação contra corrupção dos Estados Unidos e falsificar registros e relatórios financeiros da Braskem(BOV:BRKM3) (BOV:BRKM5) (BOV:BRKM6) para acobertar os subornos.

Promotores afirmaram que entre 2002 e 2014, Grubisich e outros envolvidos ajudaram a desviar US$ 250 milhões de dólares da Braskem para um fundo secreto, mantido dentro da unidade de negócios da Odebrecht que “efetivamente funcionada como um departamento de propina”.

A Braskem pretende divulgar os resultados do 1T21 no dia 05 de maio.

Provisões de Alagoas e variação cambial geram prejuízo líquido de R$ 6,69 bilhões em 2020, alta de 139%

A petroquímica Braskem registrou prejuízo líquido de R$ 6,69 bilhões, avanço de 139% sobre o prejuízo líquido de R$ 2,79 bilhões em 2019. Segundo a empresa, a perda no ano foi em função, principalmente, das provisões referentes ao evento geológico de Alagoas no montante de R$ 6,9 bilhões e do impacto da variação cambial no resultado financeiro dada a depreciação do real frente ao dólar sobre a exposição líquida no montante de US$ 3,4 bilhões.

A receita líquida no ano todo foi de R$ 58,5 bilhões, alta de 12% sobre 2019.

Para o ano todo de 2020, houve prejuízo operacional de R$ 9,68 bilhões, o dobro do prejuízo de 2019.

O resultado operacional recorrente da companhia somou R$ 10,975 bilhões, incremento de 85% na comparação com 2019.