A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajuste médio de 8,90% na conta de luz dos consumidores atendidos pela Energisa (BOV:ENGI11) Mato Grosso do Sul. Para os consumidores de alta tensão, como os industriais, o reajuste médio será de 10,69%. Já para os comerciais e residenciais, atendidos em baixa tensão, o aumento médio será de 8,27%.

De acordo com a agência, os encargos setoriais corresponderam a um efeito tarifário médio de 5,36%. Isso porque, a partir deste ano, as empresas começaram a pagar o empréstimo da operação financeira de alívio ao caixa das distribuidoras em 2020, a conta-Covid.

Os custos de transmissão contribuíram para um efeito médio de 2,86%. Já os custos de aquisição de energia impactaram o efeito em 3,28%. Nesse fator, a agência destacou o aumento no preço da energia da Itaipu Binacional, que é atrelada ao preço do dólar.

Assim como em outros processos tarifários, foram consideradas medidas estabelecidas para atenuar os reajustes.

Entre eles, a reversão dos valores da conta-Covid, que totalizou um impacto total estimado de -9,23%, e a alteração do cronograma de pagamento de indenizações às transmissoras. A medida, aprovada mais cedo pelo colegiado, resultou em redução tarifária de 1,70%.

Os novos valores devem entrar em vigor a partir desta quinta, 22, e, por isso, devem ser confirmados no Diário Oficial ainda nesta quinta-feira. A distribuidora atende cerca de 1,06 milhão de unidades consumidoras.

A empresa pretende divulgar os resultados do 1T21 no dia 13 de maio.

 Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 1T21

Lucro líquido de R$ 1,6 bilhão em 2020, alta de 204,9% na comparação anual

O Grupo Energisa teve lucro líquido de R$ 1,607 bilhão em 2020, alta de 204,9% em comparação com os R$ 527,2 milhões do ano anterior.

O Ebitda ajustado subiu 12,3%, para R$ 4,31 bilhões. Já a receita líquida da companhia saltou 6,2% na mesma comparação, para R$ 17,97 bilhões.