O Grupo Simpar, voltado para locação de carros e logística, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 203,8 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 145% na comparação com o mesmo período do ano passado e uma retração de 5,2% em relação ao quarto trimestre.

A companhia apurou receita líquida de R$ 2,6 bilhões, crescimento de 11,2% ante o mesmo intervalo de 2020. Do total, R$ 2,2 bilhão são referentes à venda de serviços, que avançaram 30,3% no comparativo anual, e R$ 391 milhões relacionados à venda de ativos, com redução de 39,5% no mesmo período de análise.

O Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado foi de R$ 733,7 milhões nos primeiros três meses deste ano, número 30,6% acima do reportado no primeiro trimestre de 2020 e 4,8% maior que o do trimestre passado.

Em relatório da administração, a Simpar informou que realizou uma profunda “mudança” estrutural em seu perfil de amortização de dívidas, alongando o prazo médio da dívida líquida para 8,4 anos no primeiro trimestre, ante 4,3 anos no quarto trimestre de 2020.

A Movida encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 110 milhões, impactado pela receita líquida de aluguéis, que atingiu o seu maior patamar histórico, de R$ 530 milhões, o que contribuiu para um Ebitda de R$ 305 milhões.

O Vamos (focado em caminhões), por sua vez, lucrou R$ 73,2 milhões com expansão da frota locada, aumento dos investimentos em novos contratos de locação, diversificação da carteira de clientes e maior integração das unidades de negócio.

Um outro destaque foi a CS Brasil, uma empresa de terceirização de frotas de veículos, que teve um lucro operacional de R$ 63,3 milhões, o que representa um crescimento de 52,4% sobre o primeiro trimestre de 2020. No caso dela, 98% do Ebitda foi garantido pelo negócio de Gestão e Terceirização de Frotas (GTF), que envolve contratos de longo prazo e, portanto, não é tão afetado pelo ciclo econômico quanto o Rent a Car (RAC).

Os resultados da Simpar (BOV:SIMH3) referentes às suas operações do primeiro trimestre de 2021 foram divulgados no dia 06/05/2021. Confira o Press release na íntegra!

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O vice-presidente executivo de finanças corporativas e relações com investidores do grupo Simpar, Denis Ferrez, afirmou que o resultado reflete o investimento de R$ 2,8 bilhões feito pela companhia nos últimos 12 meses.

“O investimento foi majoritariamente para expansão. Assim, tanto a nossa parte de logística quanto a de locação de veículos conseguiu se recuperar apesar da crise da indústria automobilística”, defende.

De acordo com Ferrez, apesar do segundo endurecimento das medidas de isolamento social no início deste ano, não houve uma restrição à mobilidade tão forte como em março do ano passado, o que favoreceu os negócios de operações como a da Movida (MOVI3) e do Grupo Vamos (VAMO3).

Hoje, o Grupo Simpar tem 82% de seus negócios em locação de veículos e 18% em logística. Neste último segmento, a principal empresa do grupo é a JSL (JSLG3), que, segundo Ferrez, vai manter o ritmo de de aquisições de empresas para crescer.

“Quando olhamos lá fora, o líder [no segmento de logística rodoviária] tem de 8% a 9% de market share e os 10 maiores somam 30%. Já aqui no Brasil a JSL é a maior e está chegando a 1% do mercado, então tem uma oportunidade de crescimento muito grande”, avalia.

Na opinião do executivo do Simpar, o principal desafio para o grupo em 2021 é a crise no setor automotivo. “A paralisação das montadoras devido ao coronavírus foi mais longa, de modo que a situação da cadeia de suprimentos ainda não foi normalizada”, expõe.

Ferrez acredita que o grupo terá um impulso ainda maior em suas operações quando a indústria de automóveis ter alguma recuperação do baque da Covid-19, algo que ele prevê acontecer entre o final deste trimestre e o começo do próximo.

Sobre alavancagem e endividamento, Ferrez ressaltou que o avanço de 3,5 vezes para 3,7 vezes na relação dívida líquida dividida pelo Ebitda neste início do ano não deve ser vista pelos investidores como um problema, visto que o grupo segue focado em reduzir o indicador para 3 vezes.

“É preciso ancorar a expectativa para o final do ano, quando devemos ter uma alavancagem menor. A nossa dívida líquida/Ebitda era de 5 vezes em 2016”, conclui.

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