A Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou que a Petrobras está receitando ivermectina para tratamento da covid-19 a seus empregados, segundo receita fornecida a trabalhadores da empresa contaminados ou com suspeita de contaminação pela doença.

O remédio é condenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no tratamento do covid-19, porque além de ser ineficaz, pode produzir efeitos colaterais.

“A insistência neste tratamento contraria não só os protocolos dos órgãos de saúde mundial: a própria farmacêutica Merck, que fabrica o medicamento, declarou em comunicado oficial que, na análise de seus cientistas, não há eficácia no uso do medicamento para a covid”, alerta a FUP em nota.

Os médicos da estatal seguem o mesmo comportamento do governo federal, que liderado pelo presidente Jair Bolsonaro, defende o tratamento precoce do covid-19 via medicamentos não aceitos pela OMS. A ivermectina, por exemplo, é utilizada no tratamento de parasitas, como piolhos e sarnas.

A federação criticou também a qualidade das máscaras que vêm sendo distribuídas pela Petrobras(BOV:PETR3) (BOV:PETR4).

“Além de receitar remédios sem eficácia comprovada, a empresa resiste em fornecer máscaras de proteção PFF2 para todos os empregados, contrariando recomendações do Ministério Público do Trabalho e da Fiocruz”, informou.

A entidade ressalta ainda que a Petrobras também tem se recusado a fazer testagem para covid-19 na metade do período do embarque nas plataformas (a testagem só é feita no início do embarque), e que não respeita o distanciamento social em suas atividades.

Segundo o 61º Boletim Covid-19 divulgado ontem, 14, pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o número de óbitos na Petrobras por covid-19 mais que dobrou nos últimos dois meses e meio, para 45 trabalhadores, e 7.205 foram infectados pela doença, sendo que 6.949 já estão recuperados.

Outro lado

Segundo a Petrobras, “não há qualquer orientação corporativa quanto aos medicamentos a serem prescritos em caso de covid-19, ou qualquer outra doença. A prescrição de medicamentos para qualquer enfermidade é de escolha e responsabilidade do profissional médico e esta autonomia é assegurada pelo Código de Ética Médica”.

Ainda de acordo com a estatal, os médicos da Petrobras têm como atribuição principal a saúde ocupacional e, durante a pandemia de covid-19, atuam na construção e acompanhamento de medidas de prevenção.

“A prescrição de medicamentos para tratamento de covid-19 é realizada apenas em situações pontuais. É sempre reforçada a recomendação de buscar o médico assistente para acompanhamento do tratamento, seja na rede pública ou particular conveniada”, explicou.

Sobre o aumento das mortes e infecções pela pandemia, a empresa afirmou que os casos de contágio registrados seguem tendência semelhante às médias nacionais, sendo que o diagnóstico na Petrobras é mais preciso, pois os colaboradores são testados com maior frequência que a população em geral.

Também informou que a Petrobras fornece diferentes tipos de máscaras a depender do tipo de atividade desempenhada e natureza das atividades. “São usadas máscaras de tecido ou descartáveis com múltiplas camadas, máscaras cirúrgicas e máscaras do tipo PFF-2”, disse em nota, reforçando que tem adotado todas as medidas de proteção aos trabalhadores para evitar a contaminação.

Lucro líquido de R$ 1,17 bilhão no 1T21, revertendo prejuízo

lucro líquido aos acionistas da Petrobras somou R$ 1,17 bilhão no primeiro trimestre, após prejuízo um ano antes. O resultado foi R$ 58,7 bilhões inferior ao quarto trimestre do ano passado, refletindo o impacto da variação cambial no resultado financeiro devido à desvalorização do real frente ao dólar e às reversões de impairment e dos gastos passados com o plano de saúde, ambos ocorridos no trimestre anterior.

receita líquida cresceu 14,2%, para R$ 86,17 bilhões, em base de comparação anual e foi 4,9% superior ao quarto trimestre, devido, principalmente, à valorização de 38% nos preços do Brent.

O lucro recorrente, que desconta dos resultados eventos que melhoraram ou pioraram o resultado da empresa e não devem se repetir em outros períodos, somou R$ 1,45 bilhão, impactado pelo efeito da depreciação do real sobre a dívida.

ebitda  – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – somou R$ 49,53 bilhões, após resultado negativo de R$ 29,682 bilhões no primeiro trimestre de 2020. Em termos ajustados – que excluem da conta participações em investimentos, reavaliações nos preços de ativos, resultados com desinvestimentos e realização dos resultados por venda de participação societária -, o ebitda aumentou 30,5%, para R$ 48,949 bilhões.

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