Em plena pandemia do covid-19, a Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) decidiu promover a primeira reforma completa do seu edifício sede no Centro do Rio, considerado um ícone da arquitetura nacional. No pico das obras, cerca de 1.600 pessoas irão trabalhar na reforma. A fase de desocupação do prédio foi concluída e a desmontagem dos ambientes internos foi iniciada esta semana.

Segundo a estatal, a revitalização do prédio dará lugar a um ambiente “moderno, sustentável e com design inclusivo”. Procurada, a empresa informou que não vai divulgar o custo da obra e também não soube informar imediatamente o tempo de duração da reforma.

De acordo com a Petrobras, a reforma permitirá a integração do prédio ao circuito turístico e cultural da cidade, possibilitando, por exemplo, que os pedestres façam o trajeto do bondinho de Santa Teresa à Catedral Metropolitana passando por dentro da área do edifício, onde haverá espaços de exposições e cafeteria.

“A ideia é estreitar o relacionamento da Petrobras com os cariocas e turistas que visitam a cidade e contribuir para a revitalização e modernização do Centro do Rio de Janeiro”, disse a estatal em nota. A Prefeitura do Rio vem tentando revitalizar a região com o projeto Reviver Centro, que pretende transformar o bairro tradicionalmente comercial em residencial, depois que a pandemia reduziu o número de escritórios e restaurantes da região.

Para os empregados, o projeto inclui a implantação do modelo de smart-office, no qual a ocupação e a gestão dos escritórios é mais eficiente por meio de soluções tecnológicas como agendamento de salas de reunião e estações de trabalho por aplicativo. “Nas salas de reunião, serão instaladas paredes escrevíveis e outros recursos que facilitem a aplicação de metodologias ágeis de planejamento”, informou a Petrobras.

No térreo do edifício serão montadas pequenas arenas que poderão ser utilizadas para atividades diversas pelos colaboradores. Além disso, planeja-se a criação de um espaço de coworking para receber startups. “A Petrobras está investindo em projetos inovadores e em novas formas de trabalho para alavancar a colaboração e a experimentação de seu qualificado corpo técnico”, afirmou a empresa.

O prédio

Considerado um marco na arquitetura nacional, o edifício-sede da Petrobras foi construído entre 1969 e 1974. O projeto do edifício foi escolhido por meio de um concurso, em nível nacional, organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, do qual participaram mais de 200 escritórios de construção civil. Capitaneado pelo arquiteto Roberto Luis Gandolfi, o projeto vencedor se mostrou, ao mesmo tempo, arrojado e inovador: os espaços na fachada criam interação entre as áreas internas e externas, com proteção contra o sol e o calor. O edifício se tornou icônico no Centro do Rio de Janeiro e acabou se consolidando como um símbolo da própria companhia. Os jardins internos e externos, projetados pelo paisagista Burle Marx, serão revitalizados, mantendo sua configuração original, tombada pela prefeitura, assegurou a Petrobras.

A Petrobras pretende divulgar os resultados do 2T21 no dia 29 de julho

Lucro líquido de R$ 1,17 bilhão no 1T21, revertendo prejuízo

lucro líquido aos acionistas da Petrobras somou R$ 1,17 bilhão no primeiro trimestre, após prejuízo um ano antes. O resultado foi R$ 58,7 bilhões inferior ao quarto trimestre do ano passado, refletindo o impacto da variação cambial no resultado financeiro devido à desvalorização do real frente ao dólar e às reversões de impairment e dos gastos passados com o plano de saúde, ambos ocorridos no trimestre anterior.

receita líquida cresceu 14,2%, para R$ 86,17 bilhões, em base de comparação anual e foi 4,9% superior ao quarto trimestre, devido, principalmente, à valorização de 38% nos preços do Brent.

O lucro recorrente, que desconta dos resultados eventos que melhoraram ou pioraram o resultado da empresa e não devem se repetir em outros períodos, somou R$ 1,45 bilhão, impactado pelo efeito da depreciação do real sobre a dívida.

ebitda  – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – somou R$ 49,53 bilhões, após resultado negativo de R$ 29,682 bilhões no primeiro trimestre de 2020. Em termos ajustados – que excluem da conta participações em investimentos, reavaliações nos preços de ativos, resultados com desinvestimentos e realização dos resultados por venda de participação societária -, o ebitda aumentou 30,5%, para R$ 48,949 bilhões.

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