O Iguatemi registrou lucro líquido de R$ 278,4 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 495% em relação ao mesmo período de 2020.

A receita operacional líquida totalizou R$ 170,3 milhões, aumento de 5,8%. As vendas totais da empresa de shoppings somaram volume bruto de R$ 2,7 bilhões, o que representa salto de 354% ante o mesmo período de 2020, mesmo percentual de crescimento das vendas nas mesmas áreas. Já o indicador de vendas mesmas lojas disparou 223%.

A disparada no lucro líquido da Iguatemi partiu da linha de resultado financeiro, onde foi apurada uma receita de R$ 365,5 milhões em contrapartida a uma despesa de R$ 19,5 milhões um ano antes.

Grande parte disso deveu-se à atualização do valor do investimento da companhia na Infracommerce, que estreou na bolsa no começo de maio e, desde então, já teve valorização superior a 50%.

No plano operacional, o uso da capacidade dos shoppings da empresa subiu de 16% para 92% entre o começo e o final do trimestre, à medida que o avanço da vacinação levou governos regionais a reduzirem progressivamente as medidas de isolamento.

Além do melhor desempenho nas vendas, a companhia também registrou recuperação em seus contratos de aluguéis com lojistas em relação a 2020. Os aluguéis mesmas lojas saltaram 410,9%, enquanto os aluguéis mesmas áreas cresceram 367,6%. A taxa de ocupação ficou em 90%, ante 93,6% no segundo trimestre de 2020 e de 92% no mesmo período de 2019.

O Ebitda atingiu R$ 108,9 milhões, recuo de 5,4% na mesma base de comparação. A margem Ebitda diminuiu 7,6 pontos porcentuais, para 63,9%.

Por trás dessa linha está a participação de 10% que a Iguatemi possui, via fundo, na Infracommerce, empresa de soluções digitais para o comércio eletrônico. Esta empresa entrou na Bolsa em maio, levando a Iguatemi a fazer a marcação a mercado do ativo em seu balanço, o que gerou o ganho extraordinário ‘não caixa’.

A Iguatemi também apresentou melhora dos seus resultados operacionais. A receita líquida cresceu ajudada pela reabertura dos shoppings e pela redução dos descontos no aluguel dos lojistas com mais alívio da pandemia.

Os resultados acima também já embutem o efeito da linearização dos descontos – prática contábil que dilui os descontos nos aluguéis ao longo dos períodos de vigência dos contratos. A linearização contribuiu com apenas R$ 2,7 milhões neste trimestre, 97% menos do que um ano antes.

A reabertura dos shoppings também elevou a linha de custos e despesas em 92%, para R$ 74,4 milhões.

A Iguatemi chegou ao fim de junho com dívida total de R$ 3,08 bilhões, 6,2% abaixo de março. A disponibilidade de caixa encontrava-se em R$ 1,8 bilhões, 10% a mais nessa comparação sequencial. Com isso, a dívida líquida ficou em R$ 1,3 bilhões, com uma alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) de 2,58 vezes.

Operações 

Com as restrições da pandemia, os shoppings funcionaram em média 76,3% do seu horário regulador ao longo do segundo trimestre.

Com isso, as vendas totais nos shoppings atingiram R$ 2,7 bilhões, o equivalente a 78,2% das vendas do mesmo período de 2019 – antes da chegada da pandemia.

O pior momento para a rede foi no mês de abril. Já com a liberação gradual das restrições, as vendas em maio e junho foram equivalentes a 96% e 95,2%, respectivamente, que nos mesmos meses de 2019.

“Estamos observando o movimento de retomada do varejo”, informou a companhia em sua apresentação de resultados.

As vendas no critério mesmas lojas caíram 14,5%, enquanto os aluguéis nas mesmas lojas subiram 2,8%

A ocupação média do portfólio foi de 90,1%, 2 pontos porcentuais abaixo do mesmo período de 2019. A inadimplência líquida ficou negativa em 4% – efeito da recuperação de valores de períodos anteriores.

Os resultados da Iguatemi (BOV:IGTA3) referentes suas operações do segundo trimestre de 2021 foram divulgados no dia 09/10/2021. Confira o Press Release completo!

VISÃO DO MERCADO

Bradesco BBI

O Bradesco BBI aponta que, mesmo com uma vacância acima da média, o Iguatemi apresentou sinais positivos de recuperação nas vendas dos lojistas, que esperam eventualmente se traduzir em melhoria contínua dos indicadores operacionais e financeiros.

O reconhecimento contábil por trás do IPO do IFCM3 (IGTA tem 9% de participação) também permitiu à Iguatemi reduzir os indicadores de alavancagem, aliviando a pressão de seus covenants de dívida e começando a adicionar algum fôlego para movimentos estratégicos, um ponto de preocupação que os analistas esperam remover da lista se sua proposta de estrutura acionária for aprovada.

Bradesco BBI mantém recomendação neutra com um preço-alvo de R$ 50,00…

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters
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