O vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Renato Naegele, disse ao Broadcast Agro que a expectativa é de receber pedidos de crédito de cerca de R$ 2 bilhões durante a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do Brasil que está sendo realizada em Ribeirão Preto (SP). Na última edição presencial do evento, em 2019, o BB contabilizou R$ 1,2 bilhão em pedidos de crédito.

Segundo o executivo, apesar da alta dos custos de produção e da escalada da Selic nos últimos meses, hoje em 11,75% ao ano – que eleva os juros de mercado cobrados por instituições financeiras – a demanda por crédito rural continua “muito forte”. Naegele argumenta que o setor vem de cerca de quatro safras com margens de lucro muito positivas. Na atual, a 2021/22, apesar de os custos terem subido, a invasão da Ucrânia pela Rússia combinada com estoques mundiais baixos de grãos elevou os preços das commodities, mantendo as margens positivas para os produtores.

No dia 23 de março, o Banco do Brasil (BOV:BBAS3) começou a aceitar pedidos de crédito para pré-custeio da próxima safra, que começa em julho. Segundo o executivo, até o momento a procura pelos recursos não está maior do que há um ano, mas ele pondera que a maior procura costuma ocorrer entre maio e junho. “Lançamos em março para o produtor ter mais uma opção de crédito, até porque tem a suspensão das linhas com equalização”, disse, referindo-se ao congelamento nos bancos, desde o início de fevereiro, de novos pedidos para diversas linhas do Plano Safra com taxas subsidiadas, por falta de dinheiro para a equalização das taxas.

No Banco do Brasil, cerca de R$ 3,5 bilhões estão congelados no momento, mas os recursos já estão comprometidos com produtores, de acordo com Naegele. “Isso é dinheiro para médio e grande produtor, do Pronamp (programa focado nos médios) e para investimentos. Deixamos os produtores apresentarem suas propostas, acolhemos mas não estão aprovadas por uma questão de sistema. Só posso aprovar quando o Tesouro der autorização”, disse.

O Banco do Brasil pretende divulgar os resultados do 1T22 no dia 11 de maio.

Banco do Brasil (BBAS): lucro líquido ajustado de R$ 5,93 bilhões, aumento de 15,4%

Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,93 bilhões no quatro trimestre de 2021, aumento de 15,4% frente ao terceiro trimestre e 60,5% em relação a igual período de 2020. No ano, o ganho foi de R$ 21,021 bilhões, alta de 51,4%.

O consenso do mercado era de um lucro de R$ 4,78 bilhões, segundo os analistas consultados pela Refinitiv.

O resultado foi fruto do crescimento das margens do banco no comparativo anual, mas também da forte queda do custo de crédito na comparação com 2020, ano em que, diante da chegada da pandemia da covid-19 ao País, o BB gastou R$ 21,9 bilhões com provisões contra calotes, 40% a mais que no ano passado.

A margem financeira bruta somou R$ 14,801 bilhões, um incremento de 4,5% na comparação anual e recuo de 5,4% frente 3º trimestre. A líquida, por sua vez, atingiu R$ 11,010 bilhões, alta de 22,2% em um ano, mas queda de 6% no trimestre.

Informações Broadcast

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