O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,821 bilhões no primeiro trimestre, com alta anual de 4,7%. Na comparação com o quarto trimestre, houve avanço de 3,1%.

O lucro contábil do Bradesco atingiu R$ 7 bilhões entre janeiro e março, o equivalente a um incremento de 13,9% na comparação anual.

O Bradesco afirmou em apresentação os resultados do lucro líquido recorrente vem através de um bom desempenho da margem financeira, das receitas de prestação de serviços e das despesas operacionais. “Esse resultado é uma demonstração de nossa capacidade de capturar oportunidades, mesmo em um cenário de incertezas – com altas na inflação, aumento das taxas de juros e tensões geopolíticas”, afirma o comunicado.

A administração atribuiu o resultado a um bom desempenho da margem financeira, das receitas de prestação de serviços e despesas operacionais.

A margem financeira com clientes avançou 7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 19,6% na comparação anual. O spread aumentou para 9,7%, ante 9,1%.

Segundo o banco, a alta das margens está associada à elevação do spread, que mede a diferença entre o custo de captação e os juros ganhos nos empréstimos. A margem total do banco, que mede o spread, subiu de 9,1%, índice registrado tanto em março quanto em dezembro do ano passado, para 9,7% no primeiro trimestre deste ano.

“O crescimento dos ativos continua contribuindo com a evolução da margem, com destaque para financiamento de veículos, cartão de crédito, crédito pessoal, conta garantida e capital de giro, além da alteração do mix de produtos”, afirma o Bradesco em seu informe de resultados.

Na margem com mercado, que reflete o resultado da tesouraria, o Bradesco teve forte queda de 47,2%, para R$ 1,243 bilhão. O resultado foi provocado pelos efeitos do aumento do CDI (puxado pela Selic) sobre as estratégias de gestão de ativos. O banco destaca, porém, que houve melhor resultado com capital de giro próprio e em outras estratégias da tesouraria.

A carteira de crédito expandida da instituição atingiu R$ 834,451 bilhões em março, alta de 2,7% no comparativo trimestral e de 18,3% em 12 meses. A carteira de pessoa física atingiu R$ 331,404 bilhões, com alta de 3,3% no trimestre e de 22,6% em 12 meses. Em pessoas jurídicas, somou R$ 503,047 bilhões, com alta trimestral de 2,3% e anual de 15,7%.

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 8,611 bilhões no 1T22, aumento de 6,7% na comparação ano a ano e queda de 2,9% em comparação com o 4T21.

O retorno anualizado sobre patrimônio líquido médio (ROAE) teve queda de 0,7 pontos percentuais e alcançou 18% no período. O Retorno Anualizado sobre Ativo Médio (ROAA) foi de 1,6%, em linha com os resultados do 4T21 e do primeiro trimestre de 2021.

O índice de inadimplência total acima de 90 dias aumentou 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, alcançando 3,2 ponto percentuais.

A despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) expandida foi de R$ 4,836 bilhões no trimestre, aumentando 23,8% na comparação com igual trimestre de 2020 e 12,9% com o 4T21.

Guidance

Junto com a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, o Bradesco revisou alguma de suas previsões. No guidance de 2022, o banco aumentou suas expectativas para PDD, de R$ 17 bilhões a R$ 21 bilhões. Também revisou para a cima as perspectivas de margem com clientes, prevendo um aumento entre 18% e 22%.

Para as receitas de prestações de serviços, o Bradesco agora aposta em uma alta entre 4% e 8% em 2022. Já para as despesas operacionais, o objetivo é uma redução entre 1% e 5%.

O banco também fez suas apostas para indicadores da economia. Para o Bradesco, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve ficar positivo em 1,5% em 2022 e crescer 0,5% em 2023.

A previsão para o IPCA é de 7,5% este ano e de 3,9% no ano que vem. O banco acredita que a Selic vai até 13,25% e as reduções da taxa só devem ocorrer em 2023, com os juros chegando a 9%. Para o dólar, o Bradesco prevê a cotação de R$ 5,10 tanto para este ano quanto o ano que vem.

Os resultados da Bradesco (BOV:BBDC3) (BOV:BBDC4) referentes suas operações do primeiro trimestre de 2022 foram divulgados no dia 05/05/2022. Confira o Press Release completo!

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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