A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 406,1 milhões no primeiro trimestre, o que reverte o prejuízo de R$ 150,5 milhões de um ano antes. O lucro líquido consolidado no período foi de R$ 426 milhões, ante prejuízo de R$ 133,2 milhões no mesmo período de 2021.

A receita líquida atingiu os R$ 2,3 bilhões, marcando um avanço de 28% frente ao mesmo período do ano anterior, influenciado principalmente pelo aumento de 32% na receita do negócio de alumínio.

Os altos preços compensaram a queda de 9% nos volumes de vendas em um ano, a 109 mil toneladas, e de 11% sobre o quarto trimestre.

A empresa explica que esse aumento é parcialmente justificado pela alta de 56% do alumínio na LME e pelo aumento dos prêmios praticados pela CBA em todas as linhas de produtos primários e transformados, refletindo um mercado físico apertado e a alta dos insumos e fretes.

A receita também foi beneficiada pelo aumento de 101% na receita do negócio de reciclagem, além de um incremento de 22% na receita de outros segmentos no 1T22, principalmente ligado ao aumento dos preços do trading de lingote (estratégia de compra de lingote para revenda).

Ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado cresceu 53% no 1T22, totalizando R$ 552 milhões. Já a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) ajustada atingiu 24% no período, alta de 4 p.p. frente a margem registrada em 4T20.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 167 milhões no primeiro trimestre de 2022, revertendo ganhos financeiros de R$ 245 milhões na mesma etapa de 2021. Com a valorização do real frente ao dólar em 2022, o passivo dos instrumentos financeiros reduziu, gerando uma posição passiva inferior a Dez/21.

Os custos dos produtos vendidos subiram 29%, a R$ 1,73 bilhão, com impacto da inflação de custos na indústria global como efeito da retomada da demanda, crise energética, stress das cadeias produtivas e aumento dos custos logísticos, além do custo dos produtos vendidos da subsidiária Alux.

O segmento de primários da CBA registrou vendas de 52 mil toneladas no 1T22, uma queda de 15% em relação ao mesmo trimestre de 2021, devido à menor demanda de tarugos e lingotes liga dos segmentos de construção civil e automotivo, respectivamente. Por outro lado, houve aumento nas vendas de vergalhões para o mercado de energia. Como forma de mitigar a queda de demanda no mercado interno, a CBA aumentou significativamente as exportações de tarugo, passando de 0,9 kt no 1T21 para 9,9 kt no 1T22.

As vendas do segmento de transformados totalizaram 33 mil toneladas no 1T22, uma redução de 13% em comparação ao 1T21, influenciada pelo menor volume de chapas para o mercado de bens de consumo, pela redução da venda de extrudados para o setor de transportes e menor volume de folhas para embalagens. Apesar disso, no mercado de embalagens, a CBA apresentou menor queda quando comparada ao mercado e conseguiu ganhar market share sobre importados, com destaque para o segmento core de embalagens flexíveis.

No segmento de reciclagem, foram vendidas 24 mil toneladas no 1T22, registrando um crescimento de 17% em relação ao 1T21. Mesmo com o alto nível de importações, a CBA manteve o share no mercado doméstico. Além disso, a partir de fevereiro, houve integração da Alux do Brasil, permitindo a entrada da Companhia em um novo mercado de ligas secundárias, que já contribuiu com volume de 5 mil toneladas nos dois meses de operação desse trimestre.

As despesas operacionais somaram R$ 96 milhões no 1T22, um crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2021.

A dívida líquida da companhia ficou em R$ 1,153 bilhão no final de março de 2022, uma redução de 62,1% em relação ao mesmo período de 2021.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 0,67 vez em março/22, queda de 2,86 vezes em relação ao mesmo período de 2021.

Os resultados da CBA (BOV:CBAV3) referentes às suas operações do primeiro trimestre de 2022 foram divulgados no dia 09/05/2022. Confira o Press release na íntegra!

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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