A Azul está em negociações com a United Airlines sobre o acordo de compartilhamento de voos (codeshare) entre as duas empresas, que se encerra no próximo mês. O CEO da aérea brasileira, John Rodgerson, afirmou que a extensão é provável, mas o ponto-chave das discussões é a exclusividade do contrato.

“Há 7 anos, quando a United investiu na Azul, o acordo previa exclusividade, havia restrições para nós (atuarmos com outras empresas). Se isso mudar, talvez tenhamos mais liberdade. Quando pensamos num novo acordo de 5 ou 7 anos, o mundo pode virar. Tenho que fazer o que é bom para os nossos clientes”, disse o executivo. A exclusividade do codeshare acaba em agosto, mas há uma previsão de extensão de seis meses em contrato.

Rodgerson observa que a Azul (BOV:AZUL4) tem mais conectividade com a Jetblue, por exemplo, em rotas como Orlando e Fort Lauderdale, na Flórida. “A empresa é muito similar a nossa, queremos ter a possibilidade de nossos clientes terem o benefício de voar com a Jetblue e também com a United. O caminho da extensão do codeshare é o mais provável, mas estamos em negociações.”

Para o analista de setor aéreo do Citi, Stephen Trent, mesmo em um cenário de incertezas a Azul continua atrativa. “A Azul está bem posicionada no longo prazo, com grande capilaridade no mercado doméstico e boa capacidade nas rotas de longo curso do Brasil para os Estados Unidos”, afirmou em entrevista ao Broadcast.

O analista pondera, entretanto, que o mercado aguarda uma posição da Azul sobre o futuro do acordo com a United. Relatório recente do Citi apontou que o último investimento da American Airlines na Gol, de US$ 200 milhões, aumenta a urgência de a United “chegar a um acordo semelhante com a Azul.”

Trent destaca que o mercado também aguarda a conclusão do processo de Chapter 11 (equivalente à recuperação judicial do Brasil) da Latam nos Estados Unidos, o que deve contribuir para um horizonte mais claro para o setor aéreo brasileiro. A Azul tentou fazer uma oferta pelo grupo, mas credores aprovaram o plano apresentado pela Latam – que espera sair do Chapter 11 no segundo semestre deste ano.

Rodgerson reforça que a Azul segue avaliando as oportunidades do mercado. “Estamos confortáveis com nossa situação de caixa, é claro que podemos ter parcerias, isso sempre está na mesa.”

⇒ A Azul pretende divulgar os resultados do 2T22 no dia 11 de agosto.

Informações Broadcast

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