A Energias do Brasil registrou lucro líquido de R$ 381,1 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 10,7% na comparação com o mesmo trimestre de 2021.

A projeção da Refinitiv a partir de consenso de analistas de mercado era de um lucro de R$ 343,36 milhões (queda de 0,32% na base anual), e receita 8,8% menor, de R$ 3,605 bilhões.

A receita líquida somou R$ 2,213 bilhões no segundo trimestre de 2022, um recuo de 1,5% na comparação com igual etapa de 2021.

Os impactos positivos, tanto no trimestre, quanto no semestre foram maior reconhecimento de VNR, resultante do aumento do IPCA; reajustes tarifários das distribuidoras, com 46,08% de incremento na parcela B da EDP ES e de 32,59% na EDP SP; e aumento no volume de energia distribuída, resultante do aumento da atividade comercial da EDP SP e do desempenho positivo das classes de consumo na EDP ES.

Ebitda – lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação – ajustado cresceu 52,7% no trimestre, para R$ 943 milhão. Sem os ajustes, a companhia registrou lucro de R$ 1,12 bilhão, alta de 40,7%.

Esse semestre foi marcado por realizações no segmento de Transmissão, com a finalização de três lotes, nomeadamente 18, 21 e Q, conquistados pela EDP Brasil nos leilões da ANEEL e o último no mercado secundário. Em relação à EDP Goiás incorporamos a empresa através de um takeover realizado em menos de 100 dias.

A partir desse mês a operação das empresas de distribuição, geração e transmissão da EDP Brasil é totalmente controlada pelo nosso Centro de Operações Integradas (COI), na cidade de São José dos Campos. O espaço abriga tecnologias inovadoras e uma estrutura moderna e sustentável, que visa elevar a excelência em nossa prestação de serviços. São mais de 29 linhas e 7 geradoras com monitoramento em tempo real de nosso sistema elétrico.

Em Solar, conforme havíamos nos comprometido, anunciamos mais um parque, Novo Oriente, em parceria com a EDP Renováveis para clientes de larga escala. Evoluímos também com os contratos e projetos de geração distribuída. Estes movimentos demonstram nosso foco nas avenidas de crescimento determinadas pela estratégia da Companhia alinhadas à capacidade de unir sinergias e ganhos de escala, em um segmento com crescimento exponencial no país e essencial para a transição energética.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 417,5 milhões no segundo trimestre de 2022, um aumento de 206,8% nas perdas financeiras da mesma etapa de 2021.

A companhia finalizou o trimestre com Dívida Bruta de R$ 13,3 bilhões, desconsiderando as dívidas dos ativos não consolidados, que representaram R$ 1,3 bilhão. A fim de minimizar a volatilidade proveniente de ano eleitoral, a Companhia optou por antecipar a maioria das necessidades de capital.

A margem bruta foi de R$ 1,584 bilhão no 2T22, alta de 35,7% frente a margem do 2T21.

As despesas com Pessoal, Material, Serviços e Outros (PMSO) recorrente somaram R$ 307,2 milhões entre abril e junho de 2022, um aumento de 9,8% em relação ao mesmo período de 2021.

Os investimentos totalizaram R$ 527,7 milhões e R$ 971,3 milhões, redução de 8,8% e de 11,9%, no trimestre e no semestre, respectivamente, resultante da entrada em operação dos lotes de Transmissão.

A dívida líquida, considerando a geração operacional e os dispêndios de caixa no período, foi de R$ 10,7 bilhões, aumento de 36,5% em relação ao saldo de 2021. No semestre, a Companhia captou R$ 3,0 bilhões.

A relação dívida líquida/Ebitda dos ativos consolidados foi de 2,2 vezes e de 2,3 vezes considerando a participação em Jari, Cachoeira Caldeirão e São Manoel. Excluindo os efeitos não caixa dos últimos 12 meses, a relação Dívida Líquida/Ebitda ajustado seria de 2,6 vezes.

Já a dívida bruta da EDP entre abril e junho foi de R$ 13,3 bilhões, desconsiderando as dívidas dos ativos não consolidados, que representaram R$ 1,3 bilhão. “A fim de minimizar a volatilidade proveniente de ano eleitoral, a companhia optou por antecipar a maioria das necessidades de capital”, afirmaram.

“Este semestre foi marcado por realizações no segmento de transmissão, com a finalização de três lotes, nomeadamente 18, 21 e Q, conquistados pela EDP Brasil nos leilões da Aneel e o último no mercado secundário. Em relação à EDP Goiás incorporamos a empresa através de um takeover realizado em menos de 100 dias”, diz o relatório da companhia.

Os resultados da Energias do Brasil – EDP (BOV:ENBR3) referente suas operações do segundo trimestre de 2022 foram divulgados no dia 28/07/2022. Confira o Press Release completo!

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Suno, Estadão, Reuters

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