Analistas avaliam que as projeções para 2024 apresentadas ontem pela B3 (BOV:B3SA3) vieram positivas e boa parte delas dentro das expectativas. A companhia antecipou os dados antes da sua reunião anual com investidores, na próxima terça-feira, 12 de dezembro. Perto do fechamento, às 16h30 (de Brasília), o ativo B3SA3 subia 1,58%, a R$ 13,50.

O Bank of America (BofA) ressalta que o guidance para o ano que vem sugere resultados financeiros acima da suas previsões.

As despesas operacionais ficaram em linha com a sua estimativa, mas a depreciação e amortização (D&A) inferiores ao esperado por conta do fim da amortização do ágio relacionado à aquisição da Cetip. Na avalição dos analistas do BofA, o guidance sugeriu crescimento das despesas operacionais acima da inflação, menor D&A, crescimento do capex mais próximo da inflação, menor alavancagem financeira e menor payout (de 110%-140% em 2023 para 90%-120%, incluindo JCP, dividendos e recompras).

No geral, as despesas operacionais deverão crescer 11%, em linha com o BofA. “O guidance sugeria despesas ajustadas 3% acima da nossa previsão para 2024 (crescimento entre 6% e 15% em 24), acima da inflação devido aos investimentos em tecnologia (além das despesas indexadas à inflação, como folha de pagamento). As despesas vinculadas às receitas deverão crescer entre -3% e +27% no ano, refletindo o maior crescimento da infraestrutura para financiamento dos negócios e o
crescimento das receitas da Neoway”, explicam.

O guidance de D&A incorporou o fim da amortização do ágio da Cetip (cerca de R$ 800 por ano) no primeiro trimestre do ano.

Dessa forma, espera-se que as amortizações e amortizações caiam de R$ 1,1 bilhão para R$ 600 milhões. O capex deve expandir próximo à inflação (+5%), também abaixo da previsão do BofA, e alavancagem financeira deverá atingir 2 vezes a dívida bruta sobre o ebitda recorrente da companhia), ante 2,3 vezes em 2023.

Com isso, o BofA reitera sua recomendação de compra para B3SA3, com preço-alvo de R$ 18,00, pois vê a companhia como a principal beneficiária de um ambiente de taxas mais baixas, enquanto a empresa é negociada a um múltiplo de 14,8 vezes P/E para 2024, 25% abaixo de seus pares internacionais-

A Ativa considerou o guidance de 2024 levemente positivo e majoritariamente em linha com o que esperava para a operadora da Bolsa. As despesas ajustadas (R$ 2, 14 a R$ 2,32 bilhões) vieram dentro da sua projeção de R$ 2,22 bilhões, assim como as despesas atreladas ao faturamento (entre R$ 260 a R$ 340 milhões, ante expectativa de R$ 292 milhões). Porém, o intervalo projetado para os investimentos veio marginalmente inferior às suas estimativas: entre R$ 200 e R$ 280 milhões, ante R$ 275 milhões.

“Já D&A veio consideravelmente inferior aos últimos anos, mas já previsto dada a menor necessidade de amortização das inúmeras combinações de negócios concluídas em 2022 e 2023. O range ficou em R$ 570-R$ 630 milhões enquanto projetávamos R$ 611 milhões”, comentou a Ativa.

Em relação ao payout, que ficará abaixo do esperado para 2023, já havia sido antecipada pelos analistas da Ativa, visto o incremento de lucro líquido que a companhia deve apresentar no próximo ano com a queda mais expressiva de D&A.

Com grande parte das linhas vindo dentro das projeções é de se parabenizar a gestão pelo controle do crescimento de despesas próximo à inflação esperada. Além disso, um Capex inferior ao estimado por nós também é bem-vindo, podendo indicar uma companhia ainda com menos necessidade de investimentos do que previamente antecipado”, conclui a Ativa.

Informações Agência CMA
B3 SA - Brasil Bolsa Bal... ON (BOV:B3SA3)
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